Da loucura à arte: Luta Antimanicomial volta a ser debatida na Universidade

O evento contou com a presença do grupo musical Loucos por Arte

A Luta Antimanicomial voltou a ganhar espaço na Universidade Veiga de Almeida, campus Barra, na última quarta-feira (22). O evento, que celebra a causa do dia 18 de maio, é organizado pelo curso de Psicologia, e acontece há 15 anos na Universidade com o objetivo de conscientizar o público, através de debates e palestras, sobre a importância de se promover tratamentos que almejam a inclusão social de pessoas com doenças mentais.

A abertura da XV Luta Antimanicomial teve como convidada a coordenadora da Luta, Aline Drummond, a coordenadora do Doutorado em psicanálise, saúde e sociedade, Glória Sadala, a coordenadora geral do curso de psicologia, Cristina Simões, e a psicanalista Sheila Abramovith. Sob o título “Histórias da Loucura”, as especialistas discutiram a respeito da vida e obra de Daniel Paul Schreber, James Joyce e Bispo do Rosário. Você pode entender mais sobre como “A arte permite a loucura” na matéria escrita pela repórter Graziela Andrade.

Mas loucura mesmo seria não falar sobre o assunto. O evento apresentou aos alunos uma nova perspectiva de discutir a necessidade dos pacientes diagnosticados com algum transtorno mental recebam tratamentos que respeitem seus direitos civis. A aluna Amanda Labarile, do primeiro período de Psicologia, diz que “A área da psicologia hospitalar está muito carente, e a gente precisa cada vez mais se conscientizar para reverter esse quadro”. Para Isabella Bezerra, aluna do nono período que participou da equipe do evento, a Luta Antimanicomial veio na intenção de conscientizar não só os alunos, mas a sociedade. “A discussão serve para lembrar a importância de dialogar sobre a não existência dos manicômios e todos os retrocessos que estão vindo”, diz.

Confira abaixo uma entrevista com Aline Drummond, coordenadora da XV Luta, e Cristina Simões, coordenadora geral o curso de psicologia:

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O dia também contou com a exibição do filme nacional Bicho de Sete Cabeças (2001), dirigido por Laís Bodanzky. O longa discute a ação de um pai ao internar o filho jovem em um manicômio após encontrar, acidentalmente, um cigarro de maconha na blusa do rapaz. A mostra foi seguida por um debate com diversos especialistas, que abordaram a desinstitucionalização das práticas manicomiais e, além do filme, usaram como referência o caso do Hospital Colônia de Barbacena, cuja realidade foi retratada no livro-reportagem “Holocausto Brasileiro”, escrito pela jornalista Daniela Arbex.

As atividades da XV Luta Antimanicomial foram encerradas com uma performance do grupo musical Loucos por Arte, composto por pacientes diagnosticados com transtornos mentais. No vídeo abaixo, você pode conferir a apresentação da música criada pelos usuários durante uma oficina em um Centro de Atenção Psicossocial.

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Gabriel Torres – 5º Período | Jornalismo

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