A Universidade Veiga de Almeida (UVA) realizou, na última segunda-feira (6), a edição 2026.1 da Feira Maker no campus Barra. O evento reuniu mais de 180 participantes, quatro avaliadores, mais de 80 trabalhos e estudantes de sete cursos de graduação, que apresentaram soluções desenvolvidas nas disciplinas maker e em iniciativas de pesquisa, extensão e inovação. As iniciativas foram elaboradas com base na metodologia UVA Maker e alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Entre os destaques estavam maquetes, jogos, protótipos físicos, aplicativos, cartilhas, infográficos, podcasts e outros materiais voltados para atender demandas da sociedade em diferentes áreas do conhecimento. A Feira Maker também conta com uma versão virtual, na qual as produções passam a integrar um acervo permanente de consulta pública. Os trabalhos ainda poderão ser publicados em um e-book com ISBN (International Standard Book Number), um registro internacional que identifica oficialmente publicações, ampliando a visibilidade da produção acadêmica. 

Professor Thiago Araújo da UVA

Para o professor Thiago Araújo, a Feira Maker representa um espaço para que os estudantes transformem o conhecimento adquirido em sala de aula em soluções inovadoras. “A Feira Maker UVA Barra foi muito importante para os estudantes. Com a infraestrutura diferenciada do campus, recebemos diversos trabalhos de vários cursos, apresentando produtos e soluções inovadoras para a sociedade. Durante a feira, os alunos exercitam a capacidade de apresentação, argumentação e desenvolvimento profissional, habilidades fundamentais para a formação”, afirma o professor.

Professor de Arquitetura, Túlio Galvão

Além de apresentar os trabalhos ao público, o evento permitiu que os alunos desenvolvessem competências ligadas à comunicação, ao trabalho em equipe e à interação com a comunidade interna e externa. Para o professor de Arquitetura Túlio Galvão, esse contato com visitantes é enriquecedor. “É uma experiência muito positiva porque permite que o estudante veja como apresentar suas ideias para outras pessoas. Os produtos geram orgulho para quem os desenvolve e reforçam a importância da criatividade e da inovação dentro da universidade”, destaca.

A maquete da Quinta da Boa Vista, resultado de um projeto de extensão,  chamou a atenção do professor Túlio. “Foi um trabalho muito bem desenvolvido. Acho que foi um dos projetos mais lindos que já vi na Feira e tenho certeza de que terá impacto no âmbito profissional e acadêmico dos alunos. Eventos como esse incentivam a produção, fortalecem a criatividade e ajudam o estudante a perder o receio de falar em público. Quando pessoas que não conhecem o trabalho fazem perguntas e demonstram interesse, ele aprende a defender suas ideias e desenvolve habilidades que serão fundamentais no mercado de trabalho”, completa.

O estudante Jackson Cruz, do curso de Administração, apresentou um jogo de tabuleiro desenvolvido em grupo para até três jogadores, no qual os participantes precisam tomar decisões estratégicas para chegar primeiro ao fim do percurso. Segundo ele, a receptividade do público foi um dos pontos altos da experiência. “Muita gente jogou, e foi ótimo ver que, além de divertido, o jogo também fazia sentido do ponto de vista prático. A Feira Maker é o momento em que colocamos a mão na massa e vemos tudo o que aprendemos no semestre ganhar forma. Além de aplicar conhecimentos como lógica, planejamento e trabalho em equipe, apresentar o projeto para o público é um treino importante para a vida profissional, porque desenvolve a comunicação, a resolução de problemas e a experiência de conduzir um projeto do início ao fim”, afirma o aluno.

Coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica e Pedagógica da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Viviane Japiassú

Segundo a coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica e Pedagógica (NITeP), Viviane Japiassú, a Feira Maker reúne estudantes desde o primeiro período até os mais avançados da graduação, permitindo que coloquem em prática os conhecimentos adquiridos ao longo da formação acadêmica. “Com os projetos maker, desde o início da trajetória acadêmica os estudantes conseguem aplicar conhecimentos e habilidades desenvolvidos na universidade para criar produtos que contribuem com a sociedade. Muitas vezes, esta é uma oportunidade de pensar além do óbvio”, explica.

A coordenadora cita como exemplo um trabalho desenvolvido por alunos de Enfermagem voltado para a saúde mental de adolescentes, que integrou recursos digitais e um protótipo físico para abordar o tema de forma inovadora. “Temos percebido um maior engajamento dos estudantes em participar da Feira, resultado de um trabalho sólido, da dedicação dos alunos e da orientação dos docentes e coordenadores. Assim, consolidamos a tradição da UVA em promover a reflexão sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o papel de cada um para alcançar as metas da Agenda 2030”, afirma.

A edição 2026.1 da Feira Maker do campus Barra reuniu mais de 180 participantes e apresentou projetos desenvolvidos por estudantes de diferentes cursos, evidenciando a aplicação prática dos conhecimentos desenvolvidos na graduação. Diferentemente das edições anteriores, a premiação dos projetos não foi realizada durante o evento e acontecerá em agosto, em data que será divulgada pela universidade.

Duda Nicolich – 4º Período de jornalismo

Deixe uma resposta

Tendência

Descubra mais sobre agência de notícias uva barra

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo