Alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do campus Barra, tiveram a oportunidade de fazer uma visita técnica aos estúdios da rádio FM O Dia, no dia 18 de maio. Os estudantes da Agência UVA BARRA e Agência LAUB e ONZE, puderam observar de perto a infraestrutura operacional e a rotina de produção da emissora. Ao longo da atividade, o grupo acompanhou transmissões ao vivo, o gerenciamento da grade e as estratégias de comunicação multiplataforma empregadas pela rádio. A ação integra as iniciativas de aproximação acadêmica da universidade, cujo propósito é conectar os futuros profissionais à prática e às demandas do mercado de trabalho atual.
Nos bastidores do estúdio, a união entre o rádio tradicional e os conteúdos em vídeo exige uma estrutura capaz de garantir que tudo seja ouvido com clareza. Nesse processo, a mesa de som desempenha um papel fundamental. É nela que chegam e são controlados os sons dos microfones, músicas, entrevistas e demais áudios da programação. Segundo Antônio Mendes, produtor técnico da rádio FM O Dia, esse equipamento funciona como uma espécie de central de comando, permitindo ajustar e equilibrar todos os sons antes que eles cheguem ao público.

Antônio Mendes, produtor técnico da rádio FM O Dia. (Foto: Juliana Knauer)
Durante as transmissões ao vivo, a equipe trabalha para garantir que tudo aconteça sem falhas e que a programação siga de forma organizada. Segundo Antônio Mendes, todas as gravações são feitas com sistemas de segurança para evitar a perda de conteúdo em caso de problemas técnicos.
Ele explica ainda que a dinâmica do estúdio muda conforme o tipo de programa. Enquanto os shows musicais seguem um roteiro mais simples, entrevistas e podcasts exigem maior acompanhamento da produção, que orienta o locutor durante a transmissão para controlar o tempo e manter o ritmo do programa.

Mesa de som do estúdio de TV. (Reprodução: Juliana Knauer)
Nos bastidores da produção, o planejamento detalhado e a preservação da identidade da emissora são fundamentais para o sucesso da programação. Viviane Branco, produtora com 28 anos de experiência na rádio, destaca que a emissora opera sob um cronograma milimetrado, onde “tudo é um esqueleto”, afirma Viviane. Esse “esqueleto” se estende à organização de eventos e programas gravados em estúdio, que exigem meses de antecedência e cuidados jurídicos contratuais, como a assinatura de termos de autorização de imagem e voz para conteúdos distribuídos na web.

Viviane Branco, produtora da rádio FM O Dia, nos conta um pouco sobre sua história na rádio. (Foto: Juliana Knauer)
Viviane ressalta que toda essa complexidade logística serve a um propósito maior, que define a linha editorial da empresa. “Nosso negócio de notícias é alegria, entretenimento. A alegria é o DNA da rádio”, afirma a produtora, explicando que os conteúdos factuais mais pesados, como operações policiais, são abordados de forma breve e suave na programação matutina para que o foco principal permaneça na leveza e no serviço ao ouvinte.

Mesa de trabalho da produtora Viviane Branco, onde ela nos mostra como o pessoal do marketing e produção se organizam no dia a dia ou quando tem algum evento grande na cidade. (Foto: Juliana Knauer)
Quando falamos do “ao vivo” na rádio, a precisão do relógio e a multifuncionalidade ditam a rotina de Norival de Almeida Gonçalves, o “Orelhinha”, um dos locutores da emissora, ele comanda o programa “Vibes e Tal” de segunda a sexta-feira, das 13h às 16h e a Vivy Tenório, locutora e comunicadora da rádio FM O Dia, líder de audiência. No estúdio, eles trabalham em constante interação com produtores e operadores, acompanhando cada etapa da programação para garantir que o áudio chegue ao público com qualidade e sem interrupções. “Geralmente, o locutor principal do horário comanda a mesa nesta posição, mas quando ocorrem outras divisões na grade, nós nos distribuímos pelo estúdio. E o clima é sempre assim, todo mundo se divertindo e confortável”, comenta Vivy.

Vivy Tenório, locutora e comunicadora da Rádio FM O Dia junto ao Orelhinha, com as estagiárias durante a visita técnica. (Foto: Juliana Knauer)

“Orelhinha”, locutor da rádio. ( Foto: Juliana Knauer)
Para garantir que a transmissão flua sem erros, o preparo antes de entrar no ar é indispensável, principalmente ao lidar com conteúdos factuais. “O ideal, no jornalismo e no rádio, é sempre revisar o texto antes de abrir o microfone para evitar pegadinhas, como termos estrangeiros ou palavras de difícil pronúncia”, ressalta Orelhinha sobre a importância do roteiro prévio. Essa cautela se justifica pela velocidade do ao vivo, onde cada segundo é acompanhado de perto por uma contagem regressiva na tela.
“Tudo é cronometrado. Assim que o bloco musical encerra na tela, eu abro o microfone, faço a locução de encerramento, leio os pedidos de ‘alô’ enviados pelos ouvintes que já ficam organizados no meu sistema técnico e entrego a programação para o intervalo comercial”, conclui, evidenciando o rigor técnico por trás da aparente espontaneidade do rádio.
Para quem está no último período da faculdade de Jornalismo, essa visita traz uma perspectiva fresca sobre como as teorias de comunicação aprendidas em sala de aula se fundem com a velocidade das novas mídias e as exigências técnicas diárias de uma grande emissora. Essa experiência acadêmica e percepções sobre o futuro da profissão servem como uma ponte para entender os desafios enfrentados pelos novos profissionais. “Foi maravilhoso conhecer de perto a rotina da Rádio FM O Dia! Uma experiência muito enriquecedora que me permitiu ver na prática tudo aquilo que aprendi em sala de aula, e ainda me surpreender com detalhes dos bastidores que eu nem imaginava!”, conta Júlia Alves, aluna do 8° período de jornalismo.

Júlia Alves, aluna de Jornalismo do 8° período, na visita técnica à rádio FM O Dia. (Foto: Juliana Knauer)
Ao acompanhar de perto a rotina da rádio, Júlia observou a intensa colaboração entre os profissionais que atuam nos bastidores da transmissão. Para ela, o dinamismo do ambiente e a sintonia entre os membros da equipe foram os aspectos que mais chamaram atenção. “A organização da equipe é admirável”, afirma a estudante, destacando que a visita permitiu compreender, na prática, como o trabalho coletivo é essencial para que a comunicação aconteça de forma eficiente e em tempo real. A experiência também contribuiu para consolidar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e reforçou sua percepção sobre a relevância do rádio, mesmo diante do crescimento das mídias digitais.
A imersão nos bastidores revela que o sucesso do rádio na era digital reside na união perfeita entre a precisão técnica e a sensibilidade humana. Da operação das mesas de som à energia contagiante que define o ao vivo, o veículo se reinventa sem abrir mão de sua essência. Os relatos dos profissionais que constroem o dia a dia da emissora confirmam que, mesmo diante das constantes transformações tecnológicas, o pioneirismo do rádio continua sólido e insubstituível, mantendo-se como a base indispensável de toda a comunicação moderna.
Juliana Knauer – 7º Período



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