Ronaldo Caiado (PSD) (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Nascido em Anápolis (GO) no dia 25 de setembro de 1949, Ronaldo Ramos Caiado é médico ortopedista, docente, agropecuarista e político. Sua carreira acadêmica e profissional inclui a graduação em Medicina no ano de 1972 (UNIRIO), especializações em Traumatologia e Ortopedia, além de aperfeiçoamento em procedimentos cirúrgicos da coluna vertebral realizado na França.

Com uma atuação pública que se estende por mais de trinta anos, atuou no Congresso Nacional como senador e ao longo de cinco mandatos como deputado federal por seu estado natal, assumindo posteriormente o comando do Poder Executivo goiano ao ser eleito governador em primeiro turno no pleito de 2018 e reconduzido ao cargo na eleição de 2022.

Em 2026, filiou-se ao PSD, se posicionando como candidato à Presidência da República.

Ao ampliar sua participação e apoio ao setor produtivo, Ronaldo Caiado fortaleceu os laços com as entidades agropecuárias de Goiás, assumindo a liderança da União Democrática Ruralista em 1985. Como um dos principais defensores da propriedade privada e do livre mercado no campo, ganhou projeção nacional no agronegócio, o que impulsionou sua candidatura à Presidência da República em 1989.

Sua trajetória no Poder Legislativo começou em 1991, quando conquistou o primeiro dos seus cinco mandatos na Câmara dos Deputados, antes de seguir para o Senado. Ao longo de sua carreira parlamentar, firmou-se como uma expressiva liderança de direita, concentrando suas pautas no combate à corrupção, no rigor fiscal e no firme combate a políticas de intervenção estatal.

Propostas de governo

  • No pilar da Educação 
  • As propostas colocam a aprendizagem como prioridade central, com foco imediato na garantia da alfabetização de todas as crianças na idade correta e no plano de recomposição de defasagens acumuladas, especialmente nas disciplinas de leitura e matemática ao longo dos ensinos fundamental e médio. Para sustentar esse avanço, o plano prevê uma reformulação profunda na valorização e formação docente, o que inclui coibir a expansão desordenada de licenciaturas a distância de baixa qualidade e assegurar um acompanhamento pedagógico prático dentro do ambiente escolar.

Em relação aos estudantes mais velhos, a diretriz busca aproximar o ensino médio do mercado de trabalho, conectando a grade curricular à qualificação profissional, ao ensino técnico e às reais demandas dos setores produtivo e tecnológico. A estratégia prevê ainda a expansão da educação em tempo integral e a inclusão de conectividade de qualidade nas escolas públicas, incorporando novas ferramentas digitais e recursos como a inteligência artificial ao cotidiano dos alunos. Por fim, na relação com os entes federativos, a União atuará sem interferir na autonomia de estados e municípios, direcionando seus esforços para a oferta de suporte técnico, a definição de padrões rigorosos de avaliação e o financiamento distribuído de forma equitativa.

  • Na área da saúde
  •  As diretrizes apresentadas buscam reestruturar a capacidade operacional do SUS a partir do fortalecimento do cuidado preventivo e da atenção básica próxima às comunidades, integrando e descentralizando o atendimento por meio de redes regionais. Entre as medidas centrais para modernizar a gestão do sistema, destaca-se a criação de um mecanismo transparente para a fila de espera por consultas especializadas, exames e cirurgias, com o objetivo de assegurar prazos adequados e previsibilidade aos pacientes.

O plano aposta fortemente na inovação digital com a implementação de prontuários eletrônicos interoperáveis, permitindo o tráfego e o compartilhamento seguro de dados clínicos por toda a rede pública. Além disso, propõe-se uma mudança no modelo de financiamento e repasse de recursos para hospitais e prestadores de serviço, que passarão a ser remunerados de acordo com indicadores de qualidade, eficiência e resultados clínicos efetivos entregues à população.

  • Na área de segurança pública
  • A estratégia apresentada coloca a Presidência da República no comando das ações de combate ao crime organizado, prevendo a criação do Ministério da Segurança Pública e o enquadramento de facções como o PCC e o Comando Vermelho, além de milícias, na Lei de Terrorismo Doméstico. Trata-se de reconhecer esses grupos como ameaças à soberania nacional, o que liberaria a atuação direta das Forças Armadas sem a necessidade da decretação de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Para o sistema prisional, a proposta cria o Regime Especial Disciplinar Antiterrorismo Doméstico (REDAD) para membros dessas organizações, determinando cela individual, fim das visitas íntimas, bloqueio de sinal telefônico e a exigência do cumprimento de 90% da pena para progressão de regime, além de padronizar a gestão prisional em uma rede nacional de presídios de segurança máxima.
  • No âmbito penal e de combate ao financiamento do crime
  • O plano defende a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos e graves, o aumento de penas para violência contra a mulher, feminicídio e estupro de vulnerável, e a equiparação do furto de celular por arrebatamento ao crime de roubo. A asfixia financeira será buscada por meio da criação dos tipos penais de enriquecimento ilícito e incompatível para agentes públicos, com a inversão do ônus da prova patrimonial e o confisco de bens das organizações criminosas para alimentar o Fundo Nacional de Combate ao Terrorismo Doméstico. Completam a pauta o fortalecimento da inteligência integrada entre os poderes, o reforço ostensivo no patrulhamento das fronteiras e portos, e a restrição severa ao mercado de apostas virtuais (bets), proibindo suas propagandas na mídia e tratando a ludopatia sob a ótica da saúde pública.

Confira mais informações sobre o candidato em: https://ronaldocaiado.com.br/

Por: Marcelle Menendes

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