No dia 14 de abril, na Universidade Veiga de Almeida, campus Barra da Tijuca, a turma da disciplina de Técnicas Psicanalíticas do curso de psicologia realizou uma exposição de trabalhos artísticos com o tema “ O sofrimento histérico”. A atividade foi orientada pela professora e coordenadora do curso de psicologia, Dra. Bárbara Carissim, que reuniu produções desenvolvidas em grupo.
O evento uniu teoria e prática, permitindo que os estudantes representassem os conceitos da psicanálise por meio da arte e terapia, articulando conteúdos estudados em sala com expressões visuais e simbólicas. Durante a exposição, os alunos apresentaram trabalhos que abordaram o conceito do sofrimento histérico, a partir de elementos como falta, repetição, frustração e a busca constante por completude.

Coordenadora de Psicologia do Campus Barra, Bárbara Carissim
A coordenadora da disciplina, Bárbara Carissim, explicou o que considera essencial para o desenvolvimento de uma boa escuta psicanalítica na formação dos estudantes. Segundo ela, o ponto central está na articulação entre ética, teoria e técnica dentro da psicanálise. “Apresentar obviamente a ética da psicanálise que abrange uma teoria é uma técnica. A disciplina objetiva transmitir da forma mais clara possível esse setting analítico, a partir da teoria que eles já estudaram na disciplina anterior, que é pré-requisito de teorias psicanalíticas. Eles já conhecem os fundamentos teóricos.” comentou Bárbara.
Bárbara destacou ainda que a disciplina tem o objetivo consolidar os conhecimentos teóricos por meio de experiências práticas que aproximem os estudantes da futura atuação clínica. Segundo a coordenadora, a exposição permitiu que os alunos transformassem conceitos abstratos da psicanálise em representações visuais e simbólicas, facilitando a compreensão dos conteúdos discutidos em sala de aula. “Eles podem agora aplicar isso na clínica, a partir também da execução dos conceitos vinculados à prática. A exposição entra para materializar esse aprendizado, porque a partir da arte nós conseguimos realizar uma articulação com a teoria e com a clínica”, acrescentou Bárbara.

“Nos inspiramos na obra de Klimt para representar visualmente a angústia e a ambivalência presentes no sofrimento histérico.”, afirma Larissa Hadassa, estudante de Psicologia
A estudante de psicologia, Larissa Hadassa, do sétimo período, comentou sobre a importância da atividade para a compreensão dos conteúdos estudados.“Esse trabalho foi importante porque ajuda a transformar o conteúdo teórico em algo visual. Quando a gente representa o sofrimento histérico em grupo, a gente consegue entender melhor como esses conceitos se organizam na prática.”
Os estudantes Juno Moraes, do quarto período, e Úrsula Castellan, do quinto, também participaram da exposição com um trabalho em grupo que teve como objetivo trazer interatividade e representação dos conceitos trabalhados em sala. O grupo explicou que a ideia foi abordar o sujeito histérico como aquele que se reconhece, a partir do reflexo do espelho, representado na arte,a partir de uma falta estrutural, entrando em um movimento constante de busca por completude no outro.
Juno Moraes explica que, “o sofrimento histérico funciona em torno de um looping que começa na falta, em seguida na busca, e essa busca gera angústia e incompletude, porque o sujeito sente falta, busca e não consegue se encontrar num ponto final.”, afirmou. Os estudantes também acrescentaram que esse movimento é marcado por repetição e impossibilidade de satisfação plena.
Entre os conceitos trabalhados pelo grupo, destacam-se: falta, busca, frustração e repetição, elementos centrais na compreensão do sofrimento histérico.
A exposição evidenciou a importância de atividades práticas na formação em psicanálise, permitindo que os estudantes transformem conteúdos teóricos em experiências sensíveis e interpretativas. A iniciativa reforça a articulação entre teoria e prática e amplia a compreensão sobre os processos subjetivos trabalhados ao longo da disciplina.
Legenda “ A coordenadora Bárbara Caríssim, finaliza afirmando que a aplicação das técnicas psicanalíticas na prática clínica atual.
Giulia Karol – 7º Período de Jornalismo







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