Obras no Museu Nacional resgatam a esperança da pesquisa e cultura  brasileira

Após três anos da tragédia, data de reabertura deverá acontecer com celebrações do bicentenário de independência

No mês em que completa 3 anos do grande incêndio do Museu Nacional, o desenrolar das obras de recuperação e revitalização do Palácio de São Cristóvão representa um fio de esperança para a ciência e para a cultura brasileira. As obras tiveram início no primeiro semestre deste ano e vão até 2027. Até lá, blocos do museu serão inaugurados de forma gradativa.

O projeto Museu Nacional Vive  é uma cooperação da UNESCO, Instituto Cultural Vale e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que está à frente da restauração da sede e de itens do acervo, além de contar com a ajuda financeira de diversas instituições públicas e privadas.

A expectativa de retomada é grande por pesquisadores e público, mas principalmente para o bombeiro Davi Lopes, que participou da operação de combate às chamas no dia do ocorrido. Mesmo de folga, o bombeiro prontamente se voluntariou para ajudar a apagar o fogo que tomava conta do patrimônio.

Davi constrói instrumentos musicais a partir de escombros desde 2007
Foto: Reprodução Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro

Davi Lopes, que também é músico, teve a ideia de construir instrumentos a partir dos destroços do Museu Nacional. A ideia surgiu quando o bombeiro percebeu que algo poderia ser feito com as madeiras que restavam. “Como já era apaixonado pela música, pelos violões e pelas madeiras, juntei essas paixões e surgiu um luthier bombeiro construindo instrumentos de escombros”.

Parte desses objetos serão leiloados e terão a renda revertida inteiramente para a restauração do museu, e a outra parte estará em exposição. “Um lugar novo onde a ciência, a arte e a história gerarão novos sonhos e novas possibilidades de enxergar o mundo” explica Davi sobre a importância do espaço.

Alexander Kellner, diretor do Museu, está otimista para a reabertura em 2022
Foto: Reprodução Museu Nacional

A volta do museu será uma conquista para todos. Para o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, este momento é um aprendizado e a equipe trabalha para que esse incidente não se repita e a história não se apague. “A nossa missão principal é justamente transferir ciência e conhecimento nas áreas de ciências naturais e antropologia para a população brasileira sem perder essa importante vertente histórica que nós temos” relata.

O diretor comenta que os trabalhos previstos para o início do ano atrasaram por conta da pandemia do COVID-19, mas já se restabeleceram. “Nossa ideia é iniciar ainda este ano as obras de renovação da fachada e dos telhados daquele bloco que nós chamamos de bloco 1 ou bloco histórico”, diz Alexander.

A inauguração do primeiro bloco, juntamente com a reabertura dos jardins, está programada para o ano que vem em comemoração aos duzentos anos da declaração da independência do Brasil. Enquanto não chega, os visitantes têm  a chance de realizar um tour virtual pelo Museu Nacional através do Google Arts & Culture e ter acesso a registros de antes do incêndio.

Alexander Kellner comenta a importância do Museu para pesquisadores e estudantes:

Aline Izabele Alves de Oliveira – 6º período

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