Mulheres jornalistas lidam com a descriminação e a violência

O Jornalismo e a Realidade Brasileira Feminina

As mulheres são a maioria da sociedade brasileira, conforme os dados da PNAD Contínua de 2019 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). A população brasileira conta com cerca de 51,8% de mulheres e 48,2% de homens. No jornalismo, no entanto, essa realidade não se aplica. Cerca de 15.654 mulheres jornalistas estão empregadas em veículos de comunicação, segundo do Work, plataforma de comunicação corporativa desenvolvida pelo Comunique-se. A falta de representação é uma das dificuldades obtidas pelas mulheres.

Para Rafaelle Seraphim, jornalista esportiva, o ambiente do jornalismo é muito patriarcal e muito machista. Ela conta que  precisa estudar muito e provar o tempo inteiro. “Sem dúvidas as mulheres são discriminadas, ainda no Jornalismo Esportivo, nesse sentido parece que o tempo inteiro você precisa provar.” Rafaelle destaca a importância do feminismo para ela e pelas suas lutas por mais igualdade perante aos homens.

Veja o vídeo da Rafaelle falando sobre o preconceito por ser mulher na sua carreira.

Segundo um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), cerca de 90% da população mundial tem algum tipo de preconceito contra mulheres. Na maior capital do país, São Paulo, cerca de 3 em cada 10 mulheres sofrem algum tipo de preconceito ou discriminação no seu trabalho, conforme informações do Rede Nossa São Paulo. Isso traz à luz a dificuldade existente na realidade profissional feminina no nosso país.

Para Lilian Ribeiro, jornalista especialista em reportagem de violência contra a mulher, o desafio é outro. Com as mudanças na legislação brasileira,  houve uma transformação na maneira como a imprensa passou a tratar a violência doméstica e a violência contra mulher. “Durante muito tempo, esses casos eram tratados como passionais. Quando isso é transformado como um problema de segurança pública, muda completamente a narrativa sobre os casos.”

Veja o vídeo da Lilian falando sobre o papel do jornalismo na cobertura de violência contra mulheres.

Ela lembra que em quase 20 anos de carreira, nota as transformações e a mudança do olhar sobre as violências que eram tidas como uma paixão passional. Para ela, isso acontece quando a própria sociedade passa a debater o tema e a justiça tem papel fundamental nesse processo.

Beatriz Barbosa - 6° período
Rafaela Barbosa - 8º período

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