Aula resgata as obras cinematográficas de Quentin Tarantino

O debate aproveita a celebração dos 25 anos de Pulp Fiction, roteirizado e dirigido pelo cineasta

Uma sessão de cinema que propõe discussão. Quentin Tarantino foi foco da aula realizada pelo crítico de cinema, Filippo Pitanga, essa segunda-feira (30/09). O primeiro filme do cineasta, Pulp Fiction: Tempo de Violência, foi transmitido para alunos do Cine Clube, na Casa do Saber, do Leblon. Em seguida, o crítico deu uma aula de cinema, analisando o roteiro e a narrativa deste longa e dos demais de Tarantino, inclusive abordando a nova obra Era Uma Vez em Hollywood.

Fillipo é curador e professor de cine clubes há 10 anos, como Ação e Reflexão e Delas, na qual é consultor e só transmite filmes com a temática mulheres. “O cine clube é resistência. Eu poderia vir aqui fazer esta palestra sem exibir o filme antes, mas ver o filme é preservação, manutenção, resgate e revalorização”, expressa ele mostrando a importância dessas aulas em meio as políticas públicas que estão sendo adotadas voltadas à cultura. O crítico ainda destaca: “Falar sobre cinema em geral é conectar as pessoas no quadro geral do mundo e, no momento, minha intenção é preservar o cinema brasileiro mesmo que eu tenha que usar o americano como exemplo”.

O crítico Filippo Pitanga analisa como Quentin Tarantino contribuiu para mudar a face do cinema e dos filmes policiais – Foto: Ana Carolina Fernandes

Os alunos do Cine Clube da Casa do Saber vão de pessoas apaixonadas por cinema e querem ver além do olhar de telespectador até aos que cursam cinema no Rio e querem aprender mais. Carmem Sampaio, de 57 anos, começou a querer analisar mais as obras cinematográficas depois de assistir uma aula sobre filmes do Oscar. “Eu adorei a aula do Filippo, adorei a didática e quando abriu essa oportunidade do Cine Clube eu vim participar. Estou achando fascinante entrar nos bastidores dos filmes”, explica.

Como foi apresentado durante a aula, o filme transmitido está comemorando 25 anos de estreia. O longa é considerado o maior sucesso de Tarantino e concedeu ao cineasta a única Palma de Ouro até hoje. “O próprio Tarantino hoje é um ícone”, diz Filippo. Para ele, Pulp Fiction se tornou uma referência pela narrativa “policialesca” e o modo de produção independente, formando assim um padrão em Hollywood nos anos 90. “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma; lei de Lavoisier que serve para tudo”, brinca o crítico ao reforçar que Tarantino na verdade reformulou e trouxe uma nova forma de abordar os filmes do gênero policial.

Ana Carolina Fernandes – 4º Período | Jornalismo

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