Bienal demonstra que o mercado literário ainda está aquecido

Livro físico continua protagonista de todas as 19 edições

A Bienal Internacional do Livro é sempre uma oportunidade para atrair novos leitores, vender livros e aproximar pessoas ao universo da leitura. Na edição de 2017 cada um dos 640 mil visitantes deixou o festival com seis livros, em média, e esse ano se espera o mesmo. Durante os dez dias do evento 5,5 milhões de exemplares de livros disponíveis estarão disponíveis no Riocentro.

O atual cenário do mercado literário brasileiro não é dos melhores, e enfrenta crises, algumas editoras famosas tem entrado em estado de falência apesar das pesquisas dizerem que os leitores continuam ávidos pelos livros e, crescem em quantidade a cada ano. O incentivo à leitura é muito importante na formação intelectual e social do indivíduo, por isso a importância de espaços como a Bienal para fortalecer esse laço.

O escritor Beto Junqueyra conta que o livro físico nunca vai acabar “A tendência mundial é que o livro de papel continue crescendo, o digital não concorre com ele, na verdade eles são bem diferentes, é outro tipo de experiencia, então o livro nunca vai deixar de existir” e também afirma que o brasileiro gosta de ler sim, o que falta é o livro ser mais acessível para todos e com preços mais justos. Ler não é unicamente para entretenimento ou uso acadêmico, é também, um ótimo meio que oferece ao leitor uma visão ampla de mundo, onde ele pode entender suas próprias experiências.

Pela primeira vez a Bienal fez ações de incentivo à leitura antes mesmo do começo do festival. Com o projeto Bienal nas Escolas autores como Miriam Leitão e Nathalia Arcuri foram aos colégios trocar experiências com os alunos, provocando o envolvimento dos leitores com o evento. Outra ação aconteceu no ônibus do BRT e vagões do metrô, exemplares foram deixados nos bancos para que os usuários pudessem pegar e levar para a casa. O incentivo é uma forma de criar hábito e crescer as vendas.

O autor Lucinei Campos vê com bons olhos a participação de escritores brasileiros dentro do mercado editorial. “Acredito que estamos vivendo uma época muito importante para dar valor a leitura nacional, temos autores novos, autores bons e o Brasil gosta muito de ter um autor mascote, aqueles que sempre estão na Bienal como Thalita Rebouças, Mauricio de Sousa, Ziraldo” diz. O mercado literário não se restringe só aos grandes, há espaço para todos, do físico e do digital.

O deslizamento de conteúdos entre mídias e telas é um fenômeno da atualidade. Livros que se transformam em filmes, quadrinhos que viram séries, filmes que viram livros e assim por diante, conquistando tanto o publico da livraria quanto os do cinema. A escritora e roteirista Thalita Rebouças participou da Bienal e fala sobre a experiência de ter mais uma obra transposta para a tela grande. “Quando eu penso em todas essas pessoas que leram meu livro, eu quero que elas se vejam. Que eles vão ao cinema e falem ‘É o livro que eu li’ por mais que tenham tido algumas adaptações” explica.

A XIX Bienal Internacional do livro Rio tem programação para público diversos, desde o infantil aos livros técnicos. Alguns estandes oferecem exemplares de dez reais, outros dão descontos a professores. Os visitantes têm até o domingo, dia 08/09 para participar do evento e sair com a sacola cheia de novos exemplares de leitura.

Beatrice Laeber – 4º Período | Jornalismo

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