A importância da pluralidade social na literatura

Museu da Imagem e Som acolheu escritores independentes para debater sobre diversidade na mídia mundial e brasileira

Tardes chuvosas são ótimas para a leitura. E esse foi o clima do “Se Liga”, promovido pela editora Rico, no sábado (18/05), no Museu da Imagem e Som (MIS), na Praça XV, centro do Rio de Janeiro. O evento trouxe bate-papos com diversos autores sobre a importância das representações sociais na literatura.

A organizadora do evento e autora, Thati Machado, debateu junto com os também escritores Marta Vasconcelos e Juan Jullian sobre a relação da produção literária de protesto, como a LGBTfobia, a representatividade de jovens do candomblé, entre outros temas. “Tenho orgulho de estar participando deste projeto e fazer parte dessa conquista de representatividade que eu acho muito importante”, afirma Marta.

Marta Vasconcelos, Juan Jullian e Thati Machado conversam sobre o que os inspiram a escrever – Foto: Bárbara Bastos

A representatividade trans no cinema também foi discutida durante o evento. Como fio condutor da conversa o escritor e blogueiro Jonas Maria usou o filme belga “Girl” (2018), que retrata a história da transição da bailarina Lara. No debate, Jonas apontou as fragilidades da narrativa e os clichês que muitos cineastas reforçam ao positivar a ideia de ódio ao corpo transexual, alimentando conceitos que adoecem a saúde mental de quem passa por isso. “O filme ilustra o descaso com nossa comunidade, o desejo perverso e a curiosidade cisgênero a pessoas trans”, afirma Jonas.

Para fechar o dia, um bate-papo com Leonardo Antan, Luiz Gouveia e Brenda Bernsau sobre a antologia “Cor não tem gênero”. O livro, que é uma edição interativa, possui 8 histórias que quebram os estereótipos de gêneros e teve a intenção de criticar o modo superficial e rotulado com que minorias são tratadas. Autor de “Tudo o que não precisa ser dito”, conto inaugural da antologia, Luiz Gouveia afirma: “A importância de escrever é que as pessoas precisam de representatividade, precisam se encontrar.”

Cor não tem gênero é um manifesto contra os estereótipos de gênero – Foto: Bárbara Bastos

Bárbara Bastos – 2º Período | Jornalismo

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