Agência UVA Barra assistiu: “A Grande Dama Do Cinema”

Foto: Divulgação

Formando um grupo improvável, uma antiga estrela do cinema mundial (Graciela Borges), um ator nos últimos dias de vida (Luis Brandoni), um roteirista frustrado (Marcos Mundstock) e um diretor peculiar (Oscar Martínez), fazem de tudo para preservar o universo lúdico que criaram dentro de uma clássica mansão. Quando dois jovens chegam ao local e ameaçam botar tudo a perder, eles precisam tomar atitudes drásticas.

O novo filme do diretor, vencedor do Oscar, Juan José Campanella trata de diversos assuntos, principalmente, sobre como lidar com o saudosismo, como algumas pessoas vivem presas a um tempo que já passou, porém, para alguns ainda é o presente. Se por um lado, o filme nunca trata o quarteto principal como bobos ou fracos devido a idade avançada, ele deixa claro que a inteligência dos personagens esta na forma como pensam, mesmo que as vezes as coisas não saiam como planejado, os amigos sempre arrumam uma saída para a situação.

Por outro lado, o filme também é uma homenagem ao cinema clássico dos anos 40/50, o roteiro usa do artifício de todos na casa terem trabalhado na indústria cinematográfica para fazer referências a diversos filmes, clichês de histórias, momentos de reviravolta e até faz uma metalinguagem no final do segundo ato, onde o filme parece que vai terminar mas os personagens decidem que ainda existe tempo para mais uma cena. O terceiro ato, inclusive, é o ponto alto do filme, que rende as melhoras cenas e que mostra todo o potencial desses personagens.

O humor do filme é ácido, cheio de tiradas e xingamento entre os personagens que rendem bons momentos, eles a todo momento dizem que um era mal ator, o outro péssimo diretor e assim por diante, mesmo os personagens sabendo que isso não é verdade, o filme aos poucos vai perdendo esse lado comido, conforme a historia vai ficando mais densa mas no final temos a volta das piadas e dos momentos de puro riso.

O diretor usa enquadramentos bem fechados em determinados momentos, sobreposições e composições que não tentam chamar a atenção para a direção mas estão sendo usados para realçar os momentos em tela. Aliado a isso, tem uma trilha sonora que utiliza músicas conhecidas do grande público, o que aproxima a história do espectador, ao mesmo tempo que conversa com o que está sendo mostrado em tela.

A grande dama do cinema é um filme que conquista pelo humor sarcástico, uma história que surpreende e ao mesmo tempo faz refletir e questionar sobre a maneira que se deve lidar com o envelhecimento sem ficar aprisionado a juventude, além disso, é uma grande celebração aos filmes de ouro do cinema.

Lucas Souza – 1º Período | Publicidade e Propaganda

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