Criadores de jogos falam sobre o engajamento do público através de narrativas interativas

Os palestrantes abordaram temas como a importância de boas histórias e as diversas formas de apresentação

Atualmente, o mercado de videogames está crescendo cada vez mais. Segundo dados do Ministério da Cultura, entre 2014 e 2018, o número de desenvolvedoras de jogos cresceu 164% no Brasil, passando de 142 para 375. Parte deste crescimento só foi possível com as possibilidades de narrativas dos jogos. O segundo dia do Rio2C teve espaço dedicado a palestra com roteiristas e criadores de games para falar sobre histórias capazes de engajar o público.

Não importa a idade dos jogadores, se preferem jogar através de um controle ou mouse, nem mesmo o gênero favorito: o importante é a imersão. Pelo menos é o que diz Daniel E. J. Koo, CEO e Produtor Executivo da Tritone, desenvolvedora de games para mobile. Daniel defende que interação, imersão e imaginação são três fatores essenciais para a construção de uma boa narrativa. Ao abordar a questão imaginativa, ele diz: “Eu quero que as pessoas usem a imaginação quando estiveram jogando. Desta forma, as histórias tornam-se vivas”.

Enquanto as histórias ganham vida, o perfil do jogador ganha forma. Quando os videogames começaram a se tornar popular, ainda era comum que as histórias fossem apresentadas nos manuais ou caixas. Entretanto, esse consumo passivo ficou no passado. Hoje, contar histórias é como criar e, Eduardo Pereira, Head de Estúdio da Pandora Games, destaca jogos como Heavy Rain e Beyond Two Souls, os quais contam com um sistema de interatividade através de decisões. “O jogador interage mais, pode decidir o destino do protagonista. Esses jogos contam com múltiplos desfechos, que dependem das escolhas que o jogador faz durante a narrativa”, diz.

Interação gera imersão. Jorge Luís Rocha, Roteirista e cofundador da Dumativa Estúdio de Criação fala sobre um de seus projetos desenvolvido em parceria com os Castro Brothers. “A Lenda do Herói” é um jogo no qual as ações são cantadas de forma cômica. Os ataques, pulos, inimigos, desafios ou até mesma a ausência de movimentos por parte do jogador é narrada em versos pelo personagem protagonista, promovendo uma interação com o público através de elementos musicais. Jorge diz acreditar que não há futuro para o videogame sem ser interativo. “A partir agora, todo jogo que não traga uma imersão que dê o poder ao jogador para construir sua própria história única, dentro do jogo, eu acho que não tem tanta sobrevivência”, diz.

Veja mais sobre o painel no vídeo abaixo:


Gabriel Torres – 5º período | Jornalismo

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