Mulheres fantásticas

Geek & Game Rio Festival promoveu Meet&Greet com autores de fantasia, e as autoras Vivi Maurey, Luiza Trigo e Frini Georgakopoulos falaram sobre a importância da representatividade

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As autoras Luiza Trigo, Vivi Maurey e Frini Georgakopoulos falaram sobre representatividade e o mundo da literatura fantástica. Foto: Ana Beatriz Bernardo

O mercado literário para autores brasileiros é muito fechado. Alguns conseguem se consagrar no país, como Eduardo Spohr, autor de fantasia, um dos gêneros que mais cresceu nos últimos anos. Mas o preconceito com mulheres na literatura ainda é grande, e foi sobre isso que as escritoras Frini Georgakopoulos, Vivi Maurey e Luiza Trigo falaram no painel de meet&great, que começou 16h, do último dia de Geek&Games, neste domingo.

Muito se fala sobre quebrar tabus em todo o mundo. Para Frini Georgakopoulos, o preconceito é velado. “É mais fácil das autoras serem lidas e quebrarem esse pré-conceito”, explica Frini que escreveu Criadores e Criaturas. O gênero que era subestimado, ganhou força nos últimos anos e a presença feminina se faz mais forte. Grande parte dessa influência vem de J.K Rolling, criadora de uma das mais famosas fantasias do mundo: Harry Potter.

Ao terminar o rascunho de “Harry Potter e a pedra filosofal”, J.K Rolling ouviu de várias editoras que as pessoas não leriam algo escrito por uma mulher, e foi ai que surgiu a ideia de abreviar os dois primeiros nomes. Joanne Kathleen, ou J.K Rolling, inspirou e inspira pessoas como Petruska Montezuma, que tinha medo de escrever e sofrer rejeição. “Eu tinha muitas histórias para contar e pensava sempre na rejeição, mas não podemos ter medo de arriscar”, conta a estudante de engenharia de 23 anos. E escrever fantasia não é fácil!

A grande diferença desse gênero para outros é que é preciso criar todo o universo. “Num romance contemporâneo, eu posso fazer o leitor entrar muito mais fácil na história por ser um universo já existente. Já na fantasia não, eu preciso criar tudo antes”, relata Vivi Maurey, responsável pelo livro #Fui. No fim, Luiza Trigo dá um conselho para todos que estão começando: “Nunca desistir. Mesmo que a história não dê certo, começa outra, mas não desista!”. Apesar do preconceito, as literatas não deixaram de contar suas histórias e abrem caminhos para outras mulheres que virão.

Ana Beatriz Bernardo, 6ºperíodo

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