Tatame no Rio

Praticantes de artes marciais se reúnem no Riocentro em evento sobre cultura do país

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Foto: Lucas Pinto

Elas correm, engatinham, dão estrelinhas e se divertem. Um tatame vermelho e amarelo, localizado no centro de um dos pavilhões do Riocentro, chamou a atenção das crianças. O mesmo, que foi usado nos últimos Jogos Olímpicos, teve o objetivo de ser palco das apresentações de artes marciais. Alunos e professores se reuniram no Japan Festival Rio – Matsuri, que ocorreu entre os dias 9 e 11 de março, com o intuito de expandir a cultura do país asiático.

Esses lutadores praticam Aikido, todos vestem o quimono, e a única forma de diferenciar o “faixa preta” dos demais é através da “hakama” – um tipo de saia preta. “Nós temos as faixas das mais variadas cores, mas não usamos. Só mantemos essa distinção de graduação”, acrescenta Érico Braga, participante do grupo “Círculo de Aikido”, com academias no Rio, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Mesmo com esses institutos espalhados pelo Brasil, o Aikido ainda é pouco conhecido no país. O estilo, que foi desenvolvido pelo mestre Morihei Ueshiba entre os anos 1930 e 1960, pode ser traduzido como “o caminho da unificação da energia da vida”. “Nenhuma nunca me deu um contentamento intelectual, espiritual e físico de forma simultânea. É um sentimento de integração com a vida”, declara o praticante do esporte.
Poucos minutos após a saída do grupo, barulhos provenientes do mesmo tatame atraíram o público. São os meninos e meninas do Jiu-jistu, do mestre Leonardo Freitas. Ele, juntamente com a esposa Viviane Freitas, trouxe ao evento cerca de 20 garotos do projeto social Aliados Jiu-jitsu, de Vargem Grande. Eles começaram em 2015 com 25 alunos de comunidades nas redondezas e hoje contam com aproximadamente 120 – com custo zero para todos.
Com essa família cada vez maior, Leonardo busca orientar os participantes o máximo que pode. Além dos treinos, eles fazem acompanhamento do boletim escolar e incluem aulas de reforço de várias matérias. Aqueles que apresentam melhores resultados ganham “passagem” para eventos que apresentem o esporte, como o do Riocentro. “Nossa meta é colher frutos daqui a uma década. Queremos dar novas chances para um jovem com poucas oportunidades”, finaliza Leonardo.

Lucas Pinto, 6º período

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