Agora é a vez delas

Três amigas escritoras se reúnem para expor os livros e dar voz as próprias obras

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Foto: Karina Figueiredo 

Mulheres escritoras ganham espaço no mercado literário. Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher a Universidade Veiga de Almeida (UVA), Campus Barra da Tijuca, promove, nesta última quinta-feira (08/03), um diálogo com as convidadas Adriana Igrejas, Renata Thomaz e Marianna Roman. A palestra, aberta para os alunos de Jornalismo e Publicidade, tem o objetivo de motivar o público a consumir livros nacionais e influenciar novos escritores que desejam atuar no ramo da literatura.

E quem entrou bem cedo nessa área foi a autora Marianna Roman. A mediadora do evento escreveu o primeiro livro aos 17 anos, com mais de 400 páginas. Ao completar a maior idade ganhou a publicação da obra como presente de aniversário. “Eu sofria bullying na escola e encontrei na literatura uma forma de me expressar”, revela a estudante de Publicidade. Ela também esteve na Bienal em 2017, onde apresentou o livro erótico “Êxtase”. “Temos um cenário de preconceito com as mulheres muito forte na sociedade”, declara a universitária.

Diante desse contexto alarmante autoras femininas lutam pela representatividade. “Quero ser o Tarantino na versão mulher”, conclui Marianna, que defende a importância da literatura como fonte de informação e entretenimento. Para a blogueira Renata Thomaz a rede social interfere nas escolhas do escritor. “Vou transformar minha Fanfic, utilizada no Twitter, em livro”.  Assim, ela teve o apoio da escritora Adriana Igreja, que ressalta a importância da quebra de padrões para o surgimento de novas ideias, sem ferir a qualidade da escrita e o respeito aos envolvidos.

A aceitação das mulheres nesse meio é um exemplo para que as barreiras sejam quebradas. A professora Adriana reconhece o destaque do público feminino no ramo literário. “Hoje não temos medo de dar a nossa própria assinatura”, destaca a orientadora, ao lembrar de uma fase no passado, em que as mulheres só podiam utilizar pseudônimos masculinos.  Ela se sente confiante com o novo ponto de vista, que aponta para a exposição da diversidade de gênero e a crescente demanda no setor infanto-juvenil. “As protagonistas da nossa realidade são variadas”, afirma a autora do livro Babá Gótica, que apresenta uma heroína com defeitos.

Essa versão de personagem chama a atenção dos leitores. Entre eles a estudante Fernanda Lacerda, do 6º período de Jornalismo. “ É diferente mostrar a mulher que é protagonista ganhando outros rumos na história”. Quem também concorda com essa opinião é a aluna Ana Paula. “O envolvimento dos alunos mostra o interesse pela leitura e dá espaço para quem pretende escrever um livro”. Essa troca de informações, que reuniu homens e mulheres no auditório, deve ocorrer em outros momentos para estimular a literatura na vida dos universitários.

Karina de Figueiredo Lino, 4º período.

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