Da sala de aula para sociedade

Universitários desenvolvem técnicas ligadas a demanda dos cidadãos

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Sabão produzido com óleo pelos alunos

Os projetos acadêmicos podem sair da folha de papel e ajudar a resolver questões do dia a dia. O evento tem como objetivo adotar práticas que promovam o uso de recursos naturais, sem prejudicar o meio ambiente e incluir a pessoa com deficiência na participação de atividades como o uso de produtos, serviços e informação. A professora do curso de Engenharia Civil, da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Angela Marquez, leva aos alunos o desafio de usar a profissão para criar novos estilos, dentro da sustentabilidade ou do relacionamento com o próximo, com a possibilidade de ser aplicado nas áreas onde houver necessidade.

Quem colocou o regulamento em prática e foi ao encontro daqueles que merecem uma atenção especial foram as alunas Bianca Veloso Goulart, 20 anos e Alexia Couto de 18 anos, ambas do curso de Engenharia. A intenção foi usar o tema da acessibilidade para elaborar meios que pudessem encorajar os deficientes visuais a explorar os espaços sem medo, pois muitos apresentam dificuldades em interagir sozinhos com o ambiente devido à falta de confiança. Elas em parceria com outros quatro acadêmicos tiveram a ideia de pesquisar sobre os obstáculos vivenciados por quem tem limitações na prática de atividades físicas a fim de ajudar por meio do Parkour.

Essa modalidade de origem francesa tem o propósito de buscar o desenvolvimento da autonomia do corpo e da mente sobre os desafios do cotidiano, como: resistência, equilíbrio, determinação, concentração e a persistência. O direcionamento nos estudos sobre esse esporte e a utilidade foi indicado pelo professor de educação física Marcelo Moreira, que acompanha a atividade de perto e apresenta os problemas para as universitárias. “Participar disso é muito importante, pois me ajudou a entender melhor e a me colocar no lugar do próximo”, declara Alexia.

Outra que também enxerga a importância da criação foi Bianca. Ela revela que o trabalho está no papel e que aguarda a aprovação dos envolvidos para ocorrer nos locais onde houver a demanda. Com uma duração de dois meses, desde o momento em que receberam o convite, foi preciso que elas participassem de reuniões e palestras e até se tornarem voluntárias em outras disciplinas. O intuito é entender a real necessidade e assim, criar algo de utilidade. Semelhante ao mesmo modelo tem a reutilização de um material presente no preparo da maioria dos alimentos, o óleo de cozinha.

O composto rico em gordura é usado para fritar e cozinhar alguns alimentos, mas o destino dado ao utensílio após o uso nem sempre é o correto. Ao pensar nessa questão Thayane Tavares, 22 anos e Thyane Azevedo de Oliveira também de 22 anos, ambas do terceiro período, tiveram a percepção de que a substância pudesse ser reaproveitada para gerar renda e sabão de lavar louça, além de proteger o meio ambiente. “Nós queremos mudar a maneira de pensar e fazer com que o consumidor tenha consciência. E incentivar a importância do descarte no local adequado”, explica Thyane.

Um grande desafio, no entanto, faz com que as estudantes tenham que se esforçar ainda mais. Isso porque os postos de coleta para esse material são poucos e falta mais investimento, principalmente no comércio, para receber o componente e levar até as fábricas que o manipulam com a finalidade de transformá-lo em sabão. No quesito renda, as universitárias desejam implementar polos de coleta nas comunidades carentes e construir na região centros de manuseio dessas substâncias com a intenção de arrecadar dinheiro. Além do ganho pessoal, tem a vantagem ambiental, pois o descarte apropriado diminui a poluição aquática e a velocidade do efeito estufa.

Benefício pessoal e coletivo motivaram a estratégia das discentes que pretendem levar o empreendimento ao PIC UVA – Pesquisa de Iniciação Científica da faculdade, que ocorrerá no mês de dezembro. Elas pretendem mostrar como 1 litro de óleo pode ser transformado em 26 sabões de lavar louça em apenas 15 dias. Em conjunto a isso tem o protótipo sobre deficiências e as dificuldades relacionadas, que também se apresentará no próximo mês. Duas elaborações movimentam não apenas a instituição e o currículos das jovens, mas a sociedade em geral que precisa de bons incentivos para o bem comum.

Karina Figueiredo – 3º período.

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