Diversificação do Amor

Artistas, héteros, homossexuais entre outras representações estiveram presentes no encontro mobilizado para exposições sobre identidade sexual e de gênero

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A luta por uma representatividade borbulha nas áreas periféricas. O XX Viradão LGBT Suburbano na Arena Carioca Dicró, Penha Circular, ocorreu no último sábado (07/10) e movimentou a Zona Norte do Rio com filmes, performances além de músicas durante os intervalos. O evento idealizado por Talita Nascimento Santos do Carmo, 24 anos, nascida e criada na região, em parceria com a organização da sociedade civil Observatórios de Favelas, que se dedica a elaborar ações e construir propostas de políticas públicas, apresentarão uma produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e os fenômenos urbano.

O evento apresentou documentários e curta metragens entre eles: Quase Ontem, de João Niella; Dame Candolle e Sob o Mesmo Teto, com a diretoria do Coletivo Olho Vivo; Transbaixada de Renan Collier e Ralph Campos e Favela Gay de Rodrigo Felha. As performances foram interpretadas por: Maybe Love e Linda Mistakeu, Travestir e o espetáculo Meninos Também Amam, de Rafael Guerche, vinda diretamente de São Paulo. Ao longo das representações as exposições: Conexões Tropicais de Paulo Faria; Transformar, Deformar e Dissipar da artista Thaieny Dias e HomoOrgias, pelo olhar de Paulo Oliveira, estiveram instaladas na arena.

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A Dança Performance Transvestir faz parte de uma pesquisa para conclusão de curso dos alunos Victor Oliveira, 23 anos e Daniele Noronha, 24, de nome artístico Idris. Eles fazem parte do curso de Dança da UFRJ e se apresentaram pela primeira vez na Mostra Bosque, que a PUC realiza com os alunos de Artes Cênicas. “É importante estar em um local onde há a legitimidade para defender o espaço da arte e do corpo, recebemos como um presente”, declarou Victor. Para a estudante Daniele, a necessidade está na troca e no entendimento proporcionado em outros ambientes, que estão dentro de um contexto no qual o corpo é atacado como foi na exposição no MAM de São Paulo da autora Lygia Clark.

A mediadora Talita Nascimento teve como objetivo, expor a luta e resistência enfrentada pelo público LGBT que está em ascensão em diversas áreas da cidade. “Moro há 24 anos no subúrbio, sempre senti falta de uma representatividade LGBT de forma artística e cultura para desconstruir o preconceito enraizado”. Ela tem a expectativa de que o conhecimento partilhado no evento, abrirá a mente das pessoas para que elas possam respeitar as escolhas do próximo e compreender a diversidade sexual que está presente na comunidade. “ Sou a favor da diversificação do amor, que não faz mal a ninguém e acontece de forma natural”, concluiu a apresentadora.

Ter confiança e acreditar que é possível conviver em equilíbrio impulsionam as lutas diárias, mesmo em um cenário desanimador. De acordo com uma pesquisa realizada pela Rede Trans Brasil, em um uma divisão entre Gays, Trans, Bissexuais e Lésbicas, 50% das mortes, que gira em torno de 173 pessoas, foram motivadas por homofobia no ano de 2016. Diante desse panorama, o Viradão promoveu a interação com pessoas de grupos sociais diferentes para levantar a bandeira da igualdade e do respeito. Ao ter o contato com o tema proposto um novo pensamento sobre a homoafetividade surgiu, esse novo olhar faz uma crítica aos padrões impostos na sociedade e apoia a liberdade de escolha para viver. Eis a missão!

Karina Figueiredo, 3º período. 

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