#ProjetoDiversidade: Construção sustentável e arquitetura paisagista

Os setores têm papel fundamental nas cidades para a realização dos objetivos globais de desenvolvimento ético sustentável

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Tecnologias, construções, paisagismo: num mundo que precisa buscar novas formas de desenvolver, estimular e apoiar práticas mais éticas e maneiras menos prejudiciais de usufruir dos recursos naturais e de organizar a ocupação do homem no ambiente em que vive,  tudo deve prezar pela sustentabilidade. Divulgar, debater e incentivar o uso sustentável na construção civil e na arquitetura paisagista foram precisamente os objetivos do bate-papo, que foi mediado pelo prof. Thiago Araújo, com os convidados Suzana Carvalho e Dany Garza, que comandaram junto a alunos e professores da Universidade Veiga de Almeida durante a II Feira de Práticas Sustentáveis.

No Talk show “Construções sustentáveis”, o especialista em bioconstrução Dany Garza, ao relatar sobre como o progresso científico e econômico gerou fortes consequências ambientais, mostrou que os problemas atuais são causados pelo modelo de desenvolvimento em que o mundo vive e pela visão limitada sobre os impactos ambientais, ocasionados muitas vezes pelas novas tecnologias. “A tecnologia e a cultura exercem um papel fundamental na intensidade dos impactos ambientais, por determinarem os padrões de produção e consumo. A maior parte do globo terrestre compactua com valores elevados de consumo de mercadorias produzidas industrialmente em processos pouco sustentáveis”, destacou Dany.

As características naturais de uma região também são influenciadas pelo processo de urbanização, que altera suas condições climáticas, seu relevo, seus recursos hídricos, sua cobertura vegetal, seus ecossistemas. Hoje, a concentração urbana das grandes metrópoles excede os suportes naturais, ocasionando catástrofes. Uma mudança de paradigma é pensada a partir do momento em que determinados atores começam a questionar os limites da racionalidade econômica. Este novo padrão se baseou na construção de uma ética capaz de reorientar os valores e comportamentos para os objetivos de realização da sustentabilidade ecológica e da equidade social.

É importante munir o conhecimento de soluções arquitetônicas e urbanísticas que se mostrem sustentáveis no decorrer do tempo. É possível economizar energia, por exemplo, de maneira que sejam empregados materiais de construção menos consumidores, e da realização de projetos que utilizem iluminação e ventilação natural, o que inclui os projetos paisagísticos que criam micro-climas. No Brasil, por exemplo, o mercado das construções verdes tem se consolidado nos últimos dez anos. O crescimento se deve à ampliação do mercado das construções sustentáveis, que não se restringem a edificações de alto padrão: a iniciativa está presente em residências, escolas, creches, hospitais e museus.

A arquiteta e paisagista Suzana Carvalho fala um pouco sobre o paisagismo sustentável no desenvolvimento urbano. “A cada dia está sendo mais inserida a necessidade do verde, para as mais variadas questões. A parede verde, por exemplo, está sendo cada vez mais usada, seja por seus benefícios como também por sua beleza. A área verde é um espaço de educação ambiental, visa à preservação do nosso patrimônio, integrando de maneira harmoniosa e ética uma área urbanizada”.

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