Especial Dia dos Namorados: Amores Universitários

Victoria Medeiros e Henrique Alves, personagens desta reportagem

Começa em uma aula em comum, com uma conversa, um trabalho para fazer, uma troca de olhares e, quando se dão conta, já é namoro. O lugar mais propício para um romance acontecer é a faculdade, onde a pessoa está próxima daqueles que têm os mesmos interesses que ela. O amor da sua vida pode estar na carteira do lado na sala de aula. Muitas vezes, mesmo após o término do curso, o relacionamento permanece forte. Num mundo onde os aplicativos de namoro estão em alta, ainda é possível conquistar alguém à moda antiga?

Antigamente, quando nenhum desses recursos tecnológicos existia, as pessoas recorriam aos métodos mais tradicionais, como guardar um lugar para o outro ou passar a matéria da aula perdida. Assim aconteceu com Cláudia Rios, de 46 anos, e Luiz Campos, de 70. Ambos estavam na pós-graduação de Direito na Faculdade Gama Filho e já eram casados com outras pessoas, então era apenas amizade. Ele estava montando um escritório na época e sempre a convidava para trabalhar junto, mas ela recusava. “Depois do término do curso, ele continuou insistindo para que eu fosse trabalhar com ele. Como eu já tinha terminado o casamento, aceitei. A partir daí, o relacionamento deixou de ser apenas profissional e um ano depois fomos morar juntos. Quando você sabe que é a pessoa certa, não se importa em tomar logo grandes decisões”. A primeira filha do casal nasceu em 1997 e eles estão juntos até hoje, com duas filhas.

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Cláudia Fernandes e Luiz Campos

Quando o casal sabe que o relacionamento será duradouro e que é a pessoa certa, não há por que esperar para dar um grande passo. No caso de Carmen Lavarda, de 52 anos, e Luiz Cláudio, de 51, uma decisão precisou ser tomada para que a relação evoluísse. O casal estudava Letras na FAFIS de Santiago no Rio Grande do Sul. Ele era militar e, durante a faculdade, foi transferido para Santarém, no Pará. “Foi muito rápido. Ele falou: ‘fui transferido, vamos casar?’ E eu aceitei na hora”. Em menos de dois meses eles casaram e foram morar no Norte. O casal está junto até hoje e já viveu nas cinco regiões do país.

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Carmen Lavarda e Luiz Cláudio

Para quem duvida que namoro de faculdade resulte em casamento, muitos casais estão por aí para provar o contrário. Victoria Medeiros, de 19 anos, e Henrique Alves, de 45, eram professor e aluna e hoje estão de casamento marcado. Ela estudava Enfermagem na faculdade UNIRIO e ele era seu professor de Anatomia Humana. Ela começou a ajudá-lo nas aulas, sendo monitora e, com o tempo, eles se tornaram muito amigos. “Começamos a nos falar todo dia, sair para lanchar e coisas assim. Com o passar do tempo, percebemos que gostávamos um do outro não só como amigos, mas também romanticamente”.

Na maioria dos casos, após algum tempo de amizade os dois percebem que existe um sentimento a mais. Com David Avigdor, de 23 anos, e Matheus do Carmo, de 20, aconteceu da mesma forma. Os dois estudam Publicidade na Universidade Veiga de Almeida. O primeiro contato foi por causa de um trabalho, no qual precisavam gravar um vídeo fazendo algo de que gostassem. Um se interessou pelo outro logo ali e quiseram desenvolver uma amizade. “Sempre arrumávamos um pretexto para conversar pela internet, sugerindo músicas um para o outro”. Para eles, o que marcou foi quando Matheus conseguiu um estágio e David cortou uma matéria. Eles passaram a se ver menos e sentiram que a saudade aumentou. “Nós já estávamos tão próximos e aflitos internamente para ter algo um com o outro que ‘ficamos’ pela primeira vez no dia que tivemos que fazer um trabalho. E estamos juntos até hoje”.

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Matheus do Carmo e David Avigdor

Na opinião da psicóloga Martha Reis, a duração do namoro na faculdade depende da singularidade de cada um. Se a pessoa tem um relacionamento com alguém que se identifica, a probabilidade de durar é bem maior. Entretanto, depende muito da história e da mentalidade da pessoa, porque essa juventude não se interessa muito em criar laços, eles buscam diversão”. Antigamente o namoro era mais sério, hoje em dia ninguém quer se comprometer. É um período de descobertas, então é difícil encontrar um casal que fique junto por um grande período de tempo. E namorar durante a faculdade não atrapalha tanto. Depende da maturidade de cada um para saber conciliar o relacionamento com os estudos”.

Lizandra Rios, 5º período.

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