Especial Mães: mães de coração

Neste dia das mães, é preciso lembrar que filhos não são apenas os biológicos, mas sim aqueles que o coração escolhe

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Anderson Andrade e sua mãe de coração, Andrea Andrade

No Brasil, 35 mil pessoas estão na fila da adoção. Para cada uma criança na fila, há cinco famílias querendo adotar, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção.  Os futuros pais têm um perfil de criança bem restrito: 29% dos casais querem somente meninas e 70% não aceitam irmãos. Além da burocracia no país, as mães podem sofrer com barreiras psicológicas e possivelmente sociais, portanto a ajuda de especialistas é importante neste caso.

Por causa dessas questões, a psicóloga Cláudia Alves afirma que é preciso um apoio regularmente com a mãe. “Depois que vencida essa barreira, é de enorme importância um serviço de psicoterapia”. A psicóloga também ressaltou o risco da família poder rejeitar a criança num primeiro momento. Além disso, ela destacou possíveis consequências para o menino adotado. “Ele pode querer buscar suas origens, além de questionar sobre a sua própria identidade”, ressalta Cláudia.

Por outro lado, Anderson Andrade, de 27 anos, diz não ter passado por esses problemas com a adoção. “Eu não lembro dos meus pais biológicos, para mim é como se eu sempre tivesse sido dessa família”. Desde pequeno, Anderson vivia com a sua família adotiva, porém mantinha contato com seu pai biológico. Aos sete anos, teve sua guarda provisória dada aos pais adotivos, e somente aos 14 anos a adoção foi finalizada.

Essa realidade pode ser vista na série norte americana The Fosters, onde é mostrada a vida de crianças adotivas, além de abordar outros assuntos como mães lésbicas. As mães Stef e Lena resolvem criar dois filhos adotivos, Jesus e Marianna, até que esbarram com Callie e resolvem acolher a menina. O drama mostra o desafio na burocracia do sistema na hora da adoção.

Andrea Andrade de 47 anos, mãe de Anderson, também sofreu com essa burocracia no ato de adoção. “Foram sete anos de luta na justiça, não foi fácil e ainda não é fácil adotar uma criança”. A adoção do filho não foi uma decisão tomada, foi algo que aconteceu naturalmente. Ao ser questionada sobre a adoção, Andrea responde “Ele veio para nós, foi algo do destino. Foi ele que nos adotou”.

Carolina Marinho, 3º período. 

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