O candidato do PSTU à Prefeitura do Rio, Cyro Garcia Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo 

Nascido em Manhumirim, Minas Gerais. O candidato de 71 anos é um ex-bancário, historiador, professor, militante socialista e político brasileiro. Formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da UFRJ e obteve mestrado e doutorado em História pela UFF.

 Começou sua trajetória na política fundando e dirigindo o  PT e a CUT na década de 1980, presidiu o sindicato dos bancários e foi deputado Federal em 1993, por 10 meses, como suplente de Jamil Haddad. 

Após ser expulso do PT e se desligar da CUT, participou da fundação do PSTU em 1994, tornando-se uma das principais lideranças nacionais da legenda ao lado de Zé Maria, além de assumir a presidência do diretório fluminense do partido e integrar a CSP-Conlutas. 

Defensor de um modelo socialista pautado nos princípios de Lênin e Trotsky, o historiador possui um extenso histórico de candidaturas no estado do Rio de Janeiro: em 2006, alcançou 19.180 votos na disputa para deputado federal e superou a marca de 48 mil votos ao tentar o governo estadual; em 2016, concorreu à prefeitura carioca, somando 5.759 votos (0,19% do total); e nas eleições de 2018, teve seu nome lançado ao Senado em chapa que contou com a professora Dayse Oliveira concorrendo ao governo do estado, oportunidade em que obteve 45.588 votos (0,33%).

Propostas:

  • Na educação: 
  • Defende o investimento mínimo constitucional de 25% do orçamento em educação, patamar hoje sistematicamente descumprido, com a revogação de mecanismos que limitavam gastos sociais. Propõe a suspensão da implementação autoritária do Novo Ensino Médio e a construção coletiva de propostas pedagógicas pela comunidade escolar, sem interferência da iniciativa privada. Contrário a projetos como Escola Sem Partido e às escolas cívico-militares. 

Defende também o aumento substancial e imediato de recursos para UERJ,UENF e FAETEC. A manutenção e ampliação das cotas raciais, políticas afirmativas para povos indígenas, refugiados e pessoas LGBTI, além de educação sexual nas escolas e combate à LGBTfobia. 

  • Na saúde:
  • Defende o fim do modelo de gestão por Organizações Sociais e qualquer forma de privatização da saúde, modelo que já custou bilhões de reais em recursos públicos sem garantir qualidade de atendimento. Investimento acima do piso constitucional de 12%, hoje tratado pelo governo estadual como teto. 

Propostas de concursos públicos imediatos com plano de cargos e carreira em todos os níveis de atenção, reabertura de vagas fechadas em clínicas da família, UPAs e hospitais, recuperação da rede federal e estadual, e ampliação da vacinação. Unidades de saúde de grandes grupos privados integradas ao SUS mediante taxação das fortunas do setor, garantindo saúde totalmente pública e gratuita para todos.

  • Na segurança pública: 
  • Rejeita a ideia de que o problema da violência se resolve com mais repressão policial. Os dados mostram que a própria força policial é hoje um dos principais agentes de letalidade violenta no estado, com peso crescente ano após ano. Desmilitarização da segurança pública e da Polícia Militar, com constituição de uma polícia civil única, democracia interna e direito de organização dos policiais de base. É contrário às UPPs e ao programa Cidade Integrada,que reeditam a mesma lógica militarizada e racista. 

Fontes: https://www.escavador.com/sobre/3955575/cyro-garcia

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cyro_Garcia

Entrevista com o eleitor Odair Xavier

Repórter: Quais os principais critérios que você leva em consideração para eleger um candidato?

Odair: Tá. O primeiro critério é a competência, se ele tem condição ou não de exercer o mandato de deputado. O segundo critério é a sua idoneidade, se ele trabalha direito, se ele não é corrupto, essas coisas.

Repórter: Nessas eleições, você precisa votar para seis cargos, sendo eles: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente. Foi muito difícil escolher tantos candidatos?

Odair Xavier: Não, não foi difícil. Eu já acompanho a política, então já tenho uma certa facilidade de escolher os candidatos.

Repórter: Você lê a cartilha que eles publicam dos planos de governo?

Odair Xavier: Dos que eu escolho, eu leio.

Repórter: Você tem expectativa de mudanças positivas para os próximos quatro anos?

Odair Xavier: Sim, tenho. Que melhore na segurança pública e no sistema habitacional, que estão carentes.

Fernanda Rodrigues – 6º Período

Marcelle Menendes – 6º Período

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