Os estudantes de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida (UVA), campus Barra, tiveram a oportunidade de conhecer os bastidores dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A visita técnica foi realizada pela Academia LED, uma iniciativa que integra o Movimento LED (Luz na Educação), realizado pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho. A atividade proporcionou aos alunos o contato com diferentes espaços envolvidos na produção audiovisual e trouxe curiosidades, como a extensão do espaço, que ocupa uma área equivalente a mais de nove Maracanãs. O complexo reúne estruturas destinadas à produção de conteúdos para televisão, série e cinema e permitiu aos estudantes acompanhar de perto a dimensão da maior empresa de comunicação da América Latina.
A experiência permitiu aos alunos compreender como diferentes áreas trabalham em conjunto antes de uma produção chegar ao público. Durante o tour, o grupo passou pela fábrica de cenários, pela cidade cenográfica, por um estúdio e pelo acervo de figurinos, além de conhecer o espaço destinado à produção de arte. Cada ambiente apresentou uma etapa diferente do processo de construção das histórias exibidas pelo entretenimento da emissora. A aproximação entre a universidade e o mercado também foi destacada pela Academia LED como parte da proposta da visita.

Para Mateus Francisco, representante da Academia LED, a aproximação entre universidade e mercado é uma das principais propostas da iniciativa. “A Academia LED Globo é uma frente do Movimento LED que constrói esse relacionamento com universidades. E uma das suas propostas é trazer esses estudantes aqui pra dentro da Globo para proporcionar uma visita, uma experiência durante um período, onde os estudantes podem conhecer um pouco dos bastidores e do modo de fazer teledramaturgia da Globo”, explica.
Egresso do curso de publicidade, Mateus também destacou que a experiência contribui para complementar os conhecimentos desenvolvidos em sala de aula. “Isso é super importante para a formação, porque a galera está ali no dia a dia, na universidade, estudando sobre esses modelos de produção, então quando vêm aqui e têm essa oportunidade pra conhecer esses bastidores, isso transforma a formação dessa nova geração de profissionais que daqui a pouco vão estar aqui com a gente trabalhando”, afirma.
Para Renata Feital, coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da UVA Barra, as visitas técnicas contribuem para aproximar os estudantes da realidade profissional e mostrar como os conhecimentos desenvolvidos em sala de aula podem ser aplicados no mercado de trabalho.“Então, esse tipo de visita técnica é importante porque, primeiro, aproxima o mercado de trabalho da universidade. Parece que na universidade a gente só ensina coisas teóricas e o mercado, a prática fica distante. Então é bom que eles conseguem, por meio dessas visitas técnicas, ir na Globo, ir numa rádio, conhecer um pouco essa dinâmica e ver que é possível colocar em prática tudo o que vocês aprendem na faculdade”, explica.
A coordenadora também destacou o trabalho dos professores para aproximar a formação acadêmica das demandas profissionais. “Na verdade, a gente tenta chegar bem próximo do que acontece no mercado de trabalho. Os professores, eles se capacitam exatamente para isso, para que eles possam ter uma prática próxima. Porque nunca vai ser igual, só mesmo lá para você ver e viver. Então, ir lá significa isso, significa conhecer um pouco dessa vivência”, afirma.
Entre os espaços visitados estava o acervo de produção de arte na parte de comidas cenográficas. Os estudantes encontraram bolos, doces, pudins e outras preparações que imitam os alimentos reais, incluindo aparência, textura e até cheiro. Entre os objetos estavam itens relacionados a produções conhecidas do público, como o bolo de noivas da abertura da série Tapas & Beijos (2011/2015).

O responsável pelas criações é Newton Galhano, o profissional explicou aos graduandos detalhes sobre a criação desses alimentos. Segundo ele, algumas dessas peças podem permanecer no acervo por cerca de dez anos e ser reutilizadas em diferentes gravações e situações. Por serem feitas com materiais resistentes, muitas não estragam com facilidade e podem ser utilizadas mesmo em gravações realizadas sob o sol ou na chuva.
Newton contou ainda que, para fazer com que os alimentos pareçam reais diante das câmeras, a equipe precisa prestar atenção a detalhes como a textura, a cor e o formato de cada peça. “Temos muitas pessoas envolvidas nesse processo, porque é algo que exige técnica e precisão para desenvolver o melhor trabalho possível”, explica. O profissional também abriu espaço para que os alunos tirassem dúvidas sobre a produção e o uso das comidas cenográficas.
Da criação de arte à criação de roupas. A visita também passou pelo acervo de figurinos, onde estão armazenadas peças utilizadas em diferentes produções da Globo. Entre os destaques estavam exemplares de roupas associadas a personagens que marcaram a televisão brasileira, como Ritinha e Carminha, de Avenida Brasil. Além de contribuir para a estética das cenas, os figurinos ajudam a construir a personalidade dos personagens e a contextualizar diferentes períodos e situações apresentadas na ficção.
Para Maria Luiza Alves, aluna do 4º período de Jornalismo da UVA, conhecer esses processos de perto foi um dos pontos que mais chamou a atenção durante a visita. “Eu adorei conhecer todos os lugares, ver como é toda a produção dos figurinos, de como eles fazem as comidas artificiais para botar nas cenas. Foi muito bom, principalmente porque a Globo é a maior rede de audiovisual na América Latina”, conta a estudante.
Para fechar o tour, foi a vez de conhecer a cidade cenográfica. Os alunos puderam observar estruturas utilizadas nas produções da emissora, incluindo um cenário relacionado à novela Três Graças, produção exibida até maio de 2026. No local, foi possível compreender como fachadas, ruas e estabelecimentos são planejados para criar a sensação de uma cidade real. Dependendo da necessidade do roteiro, algumas construções podem ser apenas fachadas, enquanto outras precisam permitir a entrada e a circulação dos atores durante as gravações.
A visita também apresentou aos estudantes recursos tecnológicos utilizados na produção audiovisual, como o chroma key. A ferramenta permite substituir o fundo de uma gravação por outra imagem ou cenário e possibilita, por exemplo, que uma produção realizada nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, seja ambientada visualmente em outra cidade. O recurso mostra como tecnologia, cenografia e pós-produção se unem para construir os ambientes apresentados ao público.
Para Clara Mesquita, aluna do 2º período de Publicidade e Propaganda da UVA, conta que já admirava a empresa antes da atividade, mas que conhecer essa estrutura de perto aumentou o interesse em fazer parte da equipe. “Eu já era muito fã da empresa como um todo, mas depois dessa visita foi incrível. Eu me diverti muito, acho que foi acima da minha expectativa. E deu mais vontade de trabalhar aqui, de mandar currículo. Realmente, achei que foi uma experiência incrível”, relata.

A recepção dos estudantes também foi marcada por uma troca entre os valores da Globo e o ambiente acadêmico. Giovanna Gigliozzi Pereira, que atua na área de Valor Social e participou da organização da visita, destacou a importância do encontro. “Eu fiquei muito animada de receber vocês aqui, foi incrível, até porque foi a minha primeira visita com estudantes, eu gostei muito de me reconectar com estudantes e ver o brilho nos olhos deles, então eu espero que eu consiga fazer isso o ano todo de 2027, para conhecer pessoas novas e também ver vocês de novo”, afirma.

Ao final da atividade, os estudantes tiveram um encontro inesperado com Paulo Vieira, ator, roteirista e humorista, que foi extremamente solícito com os alunos, conversou, brincou e se divertiu com o grupo. Paulo aproveitou o momento para compartilhar um pouco da trajetória e incentivou os estudantes a se esforçarem bastante para construir um caminho que possa levá-los até a Globo. Em tom descontraído, brincou que, para conseguir entrar na emissora, era preciso passar pela estátua do Roberto Marinho e pedir a bênção para que ele deixasse os alunos entrarem. O encontro foi marcado por muita descontração, troca de experiências e incentivo aos estudantes que estão começando a construir uma trajetória na Comunicação.
A atividade reforçou a importância da aproximação entre universidade e mercado para a formação dos futuros profissionais.
Duda Nicolich – 4º Período de Jornalismo











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