Autores buscam espaço de reconhecimento no mercado literário
A literatura é um espaço de inclusão e discussão e nas páginas dos livros as representações sociais estão em narrativas ficcionais e especializadas. A pauta da produção de autores pretos é necessária e esteve presente na 40ª edição da Bienal do Livro. A luta para conquistar um espaço expõe problemas históricos, como racismo e desigualdade, e procura colocar os negros em lugares de destaques, sendo os protagonistas, como por exemplo, em contos de romance ou aventura.
A literatura negra se fez presente em diversos estandes e debates. A autora Bianca Santana esteve na Bienal e destacou que é muito bom viver esse momento. “Enfim temos uma série de referências visíveis”, destaca.
Para Fernando Lopes, administrador público, a importância de existir referências pretas no meio da literatura é fundamental, já que ele mesmo não teve esses representantes ocupando esses espaços quando era criança. “Eu tenho uma filha de 7 anos, pra ela é importantíssimo que esse contexto apresentado diante da perspectiva de negros”, afirma.
A professora de literatura Sheila Martins, é uma dessas pessoas que encoraja a leitura dessas crianças, a escritora conta neste áudio o que a motivou a chegar nesse espaço. Ouça no áudio abaixo:
A literatura negra trabalha com a questão de reconhecer histórias e memórias, e além disso, compartilhar conhecimento. O universitário Pedro Albuquerque, diz que se sente muito feliz e representado quando vê um escritor negro ganhando seu espaço. “Continuem em busca dos sonhos, pois é importante para a gente, é importante para a cultura negra no geral e para o Brasil, que ainda é um país racista e precisa reconhecer a história de um negro”.
E para que essa história continue sendo contada, Sheila Martins, deixou um recado para o público.
Kaio Fernandes – 2° período










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