Primavera contribui para o aumento de problemas respiratórios

A estação contribui para a proliferação de doenças sazonais

O Rio de Janeiro tem vivido uma típica primavera. O tempo tem alternado entre calor e frio, com dias chuvosos. Essas modificações aumentam o número de pessoas afetadas com problemas alérgicos e respiratórios, sendo a asma e a rinite,  as mais comuns. Além disso, a estação também traz doenças como  a conjuntivite e a catapora.

Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), mais de 20 milhões de brasileiros têm asma e 5% deles têm a versão mais grave que pode levar à internação. Contudo, essa doença pode ser controlada e a pessoa alérgica levar uma vida normal, mesmo diante de alguns cuidados.

De acordo com o médico alergista Milton Galper, a mudança de temperatura brusca é o principal fator que interfere nas crises, já que aumenta o índice de partículas, como poeira e ácaros, presentes no ar, que acabam por dificultar a passagem pelas vias aéreas. Com isso, a oscilação entre chuva e calor, que ocorre frequentemente durante a primavera, é um dos motivos que exige cautela dos alérgicos.

O médico afirma ainda que o uso de antialérgico e o tratamento para alergias são distintos, já que o medicamento apenas afeta os sintomas, diminuindo as crises, enquanto o tratamento em si é mais específico para cada pessoa. Segundo o médico, as alergias respiratórias são uma combinação de dois fatores: a predisposição genética e o ambiente.

Para além do uso de medicamentos, a melhor forma de evitar que crises sejam desencadeadas é o controle do local em que a pessoa está, por meio de ações preventivas.

Os meios de prevenção são:

  • Utilizar aspirador de pó e pano úmido para limpeza ao invés de varrer;
  • Trocar cortinas por persianas ou cortinas do tipo black-out;
  • Evitar o uso do ventilador, já que ele estimula a circulação da poeira;
  • Utilizar capas antialérgicas nas roupas de cama;
  • Manter o ambiente sempre bem arejado.

Mesmo seguindo à risca o uso de medicamentos e praticando a limpeza frequente do ambiente, algumas pessoas têm de se limitar a algumas atividades. Como é o caso do técnico em segurança do trabalho Cesar Sardinha, que não pode limpar a casa sozinho para evitar as crises pelo contato que teria com os alergênicos. Já com o estudante Juan Marcelo dos Santos Couto a questão é outra, ele tem de evitar ao máximo se esforçar com as atividades físicas, já que acaba sentindo falta de ar facilmente nessas situações. 

Contudo, ainda é possível ter uma vida normal se a pessoa descobre e cuida corretamente da alergia. O mais importante é saber que mesmo em meio a restrições, medidas e cuidados, que fazem parte do cotidiano, a qualidade de vida e convívio com outras pessoas é praticamente inalterada em qualquer estação do ano.

Aline Izabele Alves de Oliveira – 6º Período

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