Planejamento familiar, saúde feminina e maternidade

Entenda de que forma o ato da gestação pode influenciar na saúde psicológica e física da mulher

Devido a imposições sociais, o assunto “maternidade” é pauta recorrente na vida da maioria das mulheres, quer ela queira ou não. Por conta disso, faz-se necessário avaliar diversos aspectos da vida ao considerar a chegada de um novo membro à família, e é aí que o planejamento familiar entra. Essa ação se constitui de um conjunto de medidas que preparam o indivíduo, sendo ele homem ou mulher, para a chegada de um bebê. Durante o processo, tópicos como: situação financeira, física e psicológica são analisados.

A empreendedora digital, Taina Martins, de 24 anos, casada há dois, é adepta do planejamento familiar. Ela explica que possui vontade de ser mãe, no entanto,  nunca sofreu pressão externa quanto a isso. “Eu nunca me senti cobrada pela família, amigos e até mesmo meu marido”, revela Tainá. “Na minha opinião, isso depende muito da cultura, de quem você anda, ouve ou compartilha sua vida. Em geral a mulher é mais cobrada, sim, mesmo que o ato de gerar não dependa só dela”, conta.

De acordo com a socióloga Taís Elaine do Nascimento Vieira, a maternidade compulsória, como é chamada a pressão sobre a maternidade, esbarra em questões inerentes à sociedade patriarcal na qual vivemos. Como por exemplo, o fato de homens não sofrerem as mesmas pressões relacionadas à paternidade. “Isso é resultado de diversos componentes socioculturais que definem os papéis sociais de gênero, impondo o papel de procriadora para a mulher. Muitos tentam associar a elementos fisiológicos, bioquímicos e hormonais, mas é fruto de imposições sociais”, afirma.

Para a ginecologista e médica obstetra, Ana Paula Linhares da Silva, a gestação interfere em muitas questões da saúde feminina, que podem ser permanentes, como por exemplo: o surgimento de manchas, estrias, o aumento do peso e  alterações das taxas hormonais.  Algumas dessas mudanças foram vistas pela escritora Ludmila Lopes, que afirma que passou pelo aumento de peso e que, durante a amamentação, seus seios ficaram machucados ao ponto dela pensar em parar com o aleitamento. Além disso, o maior impacto para ela foi a mudança de humor devido às alterações do nível dos hormônios no corpo “Sou diagnosticada com borderline, ou seja, já tenho o humor instável normalmente. Com esse excesso de hormônios as coisas explodiram”, fala.

O planejamento familiar ajuda a entender a relação da gestação e da saúde da mulher. “Junto com a gestação ocorrem alterações hormonais importantes que podem desencadear um comprometimento psicológico compatível com um quadro de angústias, incertezas, medos, fobias e até mesmo uma depressão”, explica a obstetra Ana Paula.

Assim, percebe-se que o planejamento familiar deve andar em conjunto com todo o processo da maternidade para que a família, o bebê e, principalmente a futura mamãe estejam amparados e seguros com as mudanças e desafios que enfrentarão.

Aline Izabele Alves de Oliveira – 6º período

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