Os impactos da variante delta no Rio de Janeiro

Alta transmissibilidade e não cumprimento das regras sanitárias facilitam a disseminação do vírus

De acordo com o 36⁰ Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, a variante delta representou aproximadamente 96% dos casos de Covid-19 em agosto, colocando a capital fluminense como o epicentro. Paralelo a isso, ocorre a vacinação, que tende a resultar em um possível relaxamento dos cuidados sanitários. Desse modo, o avanço da cobertura vacinal e a manutenção das medidas restritivas têm participação direta nos rumos da variante no município.

Apesar da dominação da delta , a Prefeitura do Rio optou por flexibilizar certas medidas restritivas a partir de hoje (21), com destaque para a permissão de até 500 pessoas em eventos abertos e a volta de 50% do público com esquema vacinal completo  em estádios e ginásios. Para o epidemiologista José Ueleres, a cidade apresenta condições favoráveis para a circulação do vírus, o que reforça a necessidade da vacina e dos protocolos sanitários. “O Rio é um dos principais destinos turísticos, tendo uma grande movimentação de pessoas que vêm da Europa e de outros países onde a variante delta já estava presente. Além disso, o nível de mobilidade populacional não reduziu”, destaca.

 José Ueleres, epidemiologista, falou que as características urbanísticas da capital fluminense contribuem para a disseminação da variante delta.
Foto: Arquivo Pessoal

A combinação entre a vacinação e a falta de respeito às medidas sanitárias não está dando conta. É justamente a esse ponto que José Ueleres atribui o fato de acontecerem mutações como a delta. Ele declara que a dependência exclusiva da cobertura vacinal é insuficiente, já que as aglomerações aumentam as chances de surgirem novas variantes. Por outro lado, o epidemiologista ressalta a importância da vacinação em massa para conter o avanço da delta. “Se nós aumentarmos a velocidade e a cobertura de vacinação, o vírus terá menos chances de sofrer mutações. Quanto maior o número de vacinados, menor a disseminação”.

O epidemiologista José Ueleres ressalta a importância da vacina e dos cuidados sanitários:

Embora um estudo do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontasse para uma tendência de subida de casos — sendo um dos motivos a Delta — , o município do Rio registrou uma diminuição de 26% no número de internações no sistema público de saúde entre a terceira semana de agosto e primeira semana de setembro. 

O educador físico Bruno Castelo relata a experiência ao contrair o vírus em meio ao ápice da nova variante. “Eu peguei Covid no início de agosto, já com a delta aqui no Rio, mas não tive sintomas graves. Já tinha tomado a dose única há cerca de um mês e sempre busquei evitar aglomerações e ambientes fechados”, explica. Quem passou pela mesma situação foi a professora Cintia Oliveira, que contraiu a Covid-19 também em agosto após ter tomado a primeira dose da vacina e se recuperou sem complicações. 

A população carioca vacinada com duas doses ou única está em torno de 50%, já com pelo menos uma dose ou única sobe para 82% segundo os dados da Secretaria Municipal de Saúde. A última quarta-feira (15) foi marcada pela realização do primeiro evento-teste no Maracanã para a retomada de atividades esportivas com a presença parcial do público. A Prefeitura do Rio pretende fazer mais ações desse tipo.

Lucas Ribeiro – 6° período

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