A história de um mágico e um palhaço que lutam para não perder o riso

Famílias circenses acreditam no poder transformador do sorriso em momentos difíceis 

A lona está no chão desde março de 2020. A pandemia afastou o público do circo e os artistas circenses precisaram se reinventar durante um ano de trabalho perdido. Em meio a crise agravada pelo coronavírus, o que resta é manter a esperança de botar novamente o sorriso no rosto das famílias que antes os aplaudiram.

A realidade é dura. Centenas de artistas envolvidos na rotina circense estão sem sustento desde o início da pandemia. Por conta disso, trocar o palco por venda de maçãs do amor foi necessário para a família Klenquen, que viu seus dias de risadas e trapalhadas virarem de cabeça para baixo.

Apesar das dificuldades, Moisés Klenquen, que trabalhava como mágico no Circo, conta, que se aventurou a exercer a arte meio virtual. “Eu tentei por duas vezes fazer uma apresentação, vender ingressos de forma online, não tive visibilidade. E depois tentei arrecadar dinheiro com uma vaquinha online, mas não consegui juntar o suficiente. Apesar disso, ainda tenho esperança de conseguir apresentar novamente de forma virtual”.

A situação não foi diferente para Cléber Darony, que interpreta o palhaço Batata há 21 anos. Desde o início da pandemia, ele se manteve financeiramente com a ajuda de simpatizantes do circo e parte com o auxílio emergencial. Atualmente, Batata trabalha como vendedor e conta que espera que a vacinação ajude no processo de volta. “Eu não quero nem pensar na possibilidade dessa pandemia se estender por mais tempo, acredito que a vacinação vai ajudar tudo a voltar ao normal”. E acrescenta contando que apesar de ter tentando fazer rir virtualmente, nada substitui o presencial.

“Apesar de ter tentando trazer o Circo para o meio virtual, nada substitui a presença do público tanto emocionalmente quanto financeiramente. Eu preciso dos sorrisos, dos aplausos, do calor”

Cléber Darony

Apesar das adversidades, a motivação por fazer rir é o combustível para a família Klenquen. “Isso é o que me deixa mais forte, ver as pessoas sorrindo e prestigiando o Circo. Eu saí de casa para poder mudar o mundo com o riso, passei por muita coisa e não pretendo desistir de tudo agora. Ainda quero sentir o frio na barriga de ver a lona subir mais vezes”.

Natália Lisboa – 6º período

Um comentário

  1. Que texto lindo! Representa todos nós Que estamos esperando o nosso sorriso voltar! E nossa lona subir novamente!
    O circo da vida! O circo literalmente falando!
    Precisamos disso! Bora pessoal! Vamos fazer esse povo gargalhar novamente!
    Parabéns Natália Lisboa vc é excelente! Maravilhosa!

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