Iniciativas transformadoras promovem a defesa de um futuro sustentável

Semana do Meio Ambiente reforça a importância de ações de preservação ambiental

No Brasil, foi instituído em 1981 que a primeira semana de junho seria a Semana do Meio Ambiente, visando a promoção e participação dos brasileiros na preservação dos patrimônios naturais do país. A data representa para a sociedade e os governos, a prestação de serviços em função de um mundo mais sustentável. Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em novembro de 2020 mostra que 98% dos brasileiros se preocupam com o meio ambiente e 95% desses se preocupam, especificamente, com a Amazônia. Porém, desde 2019 o Brasil tem sido alvo de críticas à preservação da natureza.


A inquietação de muitos brasileiros se reflete na máxima de “pôr a mão na massa”. Em um país onde o Ministro do Meio Ambiente sugere “passar a boiada” e flexibilizar normas que visam a preservação ambiental, cidadãos comuns assumem a liderança das transformações sociais. Esse é o caso de Marla Farias, de 47 anos. A mestra de capoeira se indignou com o lixo que era jogado no mangue onde mora e resolveu começar a limpeza do local. “Comecei no primeiro dia sozinha, tirei 12 sacos grandes de lixo e ficou lindo o mangue só no pedacinho que eu fiz”, afirma a carioca.

Quando não descartado no lugar adequado, ou seja, um aterro sanitário, o lixo urbano gera poluição do solo e das águas superficiais e subterrâneas. Já com o descarte apropriado, evita a proliferação de algumas doenças como amebíase, parasitose e diarreia. Marla acredita que limpando a vegetação, pode contribuir com o meio ambiente e com a sociedade, trazendo bem estar para a população local: “Eu faço a minha parte, um meio de me desculpar com a natureza por tanto lixo. É uma coisa que me faz tão bem, a natureza. Então, tenho que fazer alguma coisa por ela”, reforça a capoeirista.

Nessa luta, muitos anônimos estão ajudando a transformar a cidade. Alessandro Magalhães de Oliveira é um deles, o biólogo fundou a ONG Arboristas Urbanos, que tem como objetivo arborizar e cuidar de árvores pelo Rio de Janeiro. O presidente da ONG reconhece a importância da conscientização da proteção do meio ambiente: “Uma das chaves principais é ter em mente que [o meio ambiente] precisa dessa proteção, e caso não queira agir para proteger, não danifica”, declara o fundador da organização.


A ONG Arboristas Urbanos, em parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro, visa plantar e cuidar de mudas pela cidade do Rio de Janeiro, trabalhando na conscientização dos moradores e na sobrevivência das mudas. Para o presidente Alessandro Magalhães de Oliveira, o cuidado com as árvores urbanas é necessário para um estado de bem estar social: “O impacto também está na saúde, na qualidade de vida e no tempo de vida. Quanto maior o IDH, mais verde é o local”, lembra o biólogo.

A fala de Alessandro se baseia com estudos divulgados pelo Relatórios de Direitos Humanos para o Programa das Nações Unidas, que atestam a afirmação de que o desmatamento e a poluição levam a uma piora no Índice de Desenvolvimento Humano. Embora o progresso econômico seja associado à emissão de CO2, o desenvolvimento sustentável leva em consideração o progresso econômico e a elevação da expectativa de vida, do meio ambiente e da saúde da sociedade.

O Brasil, segundo estudos liderados pela ONG Conservação Internacional, é líder em retrocessos ambientais. Apesar de estar na contramão do mundo quando se trata da migração para um futuro sustentável, a sociedade brasileira almeja a preservação do meio ambiente e das riquezas naturais que o país possui. Nos últimos anos, progressos que foram conquistados pelo Brasil têm sido desmantelados. Iniciativas como a diminuição de áreas protegidas, projetos de lei que libera licenças ambientais para degradações do espaço “verde”, além de venda de madeira ilegal são um retrocesso para a preservação do meio ambiente.

Para Carla Cardoso, professora de Direito Ambiental na UVA, o Brasil tem sofrido violações na proteção do meio ambiente: “Infelizmente, vimos que nos últimos anos as políticas ambientais têm sofrido impacto, violando legislações nacionais e internacionais sobre vedação ao retrocesso. Assistimos um desmonte de uma proteção ambiental que foi conquistado por muitos ambientalistas, políticos e da sociedade civil”, ressalta a docente.


Além de lecionar sobre Direito Ambiental, Carla coordena o Núcleo de Pesquisa e Práticas Sustentáveis (NUPPS) na Universidade Veiga de Almeida. Foto: Arquivo pessoal


No cenário internacional, a cobrança por vigilância contra a desmatamento ilegal reduz investimentos de fundos verdes e auxílios monetários como crédito de carbono. Criminosa, a exportação ilegal que acontece pelo Brasil é resultado de afrouxamento nas leis de proteção ambiental.   A elaboração de políticas públicas que conciliam o desenvolvimento econômico com a proteção e vigilância ao meio ambiente são necessárias para uma economia verde, a qual o Brasil possui diversos ativos, incluindo a floresta Amazônica. Através da plataforma Amazônia Legal em Dados, é possível contemplar o território que abrange 9 estados.

‘’O Brasil já poderia ser hoje uma potência ambiental. Olhando para uma economia verde, os nossos ecossistemas, as possibilidades de pesquisas e a biodiversidade do Brasil tornaria nosso país muito rico, do ponto de vista econômico e socioambiental.”

Carla Cardoso

Segundo a Constituição de 1988, é estabelecido o direito ao meio ambiente equilibrado e a preservação para presentes e futuras gerações. Só garantindo a defesa do meio ambiente é possível representar o desejo da maioria da população, preocupada com o seu meio ambiente e com as gerações que virão, na busca de um futuro verde.

Duda Bortoloto e Artur Lavinas – 3º período

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