Estudantes são apresentados aos desafios na elaboração de produtos que melhoram a experiência do usuário

Palestra sobre UX discutiu a relação de dados, pesquisa e design

O curso de Jornalismo e Publicidade, dos campi Barra e Cabo Frio, da Universidade Veiga de Almeida (UVA), realizou na última terça-feira (29) a palestra “Construção e Visualização de Dados em Produtos Digitais”. O encontro ocorreu virtualmente e contou com a presença de Luiz Bordim, mestre em Gestão da Economia Criativa e Designer Lead do Descomplica.

Jornalistas e publicitários constantemente recebem tabelas, números e informações que precisam fazer sentido para que for consumir o produto. O desafio de informar através de infográficos e o passo a passo para tornar esta experiência mais agradável, sobretudo com relação ao entendimento dos dados, foi o eixo central da live. Esse conceito, também conhecido como UX, tem o intuito de pensar em como oferecer ao usuário uma experiência simples, fácil e duradoura.

Em uma situação hipotética, se uma pessoa vai a um restaurante que tem uma ótima comida, mas um péssimo atendimento, ela, provavelmente, não vai querer voltar. Isso porque, a experiência dela com o atendimento, não foi boa. O conteúdo (comida) foi bom, mas a apresentação (atendimento) foi ruim. Para fazer com que clientes fiquem satisfeitos com o conteúdo e apresentação, e que evitem procurar outro “produto” é que a UX existe.

Pensando em produtos digitais, que é onde a UX é usada majoritariamente, Luiz Bordim afirma que a experiência só é boa o suficiente quando possui dois pilares básicos: Pesquisa e Design. “De nada adianta um produto com uma grande pesquisa com números impactantes se o design não for atrativo. Como também não adianta ter um design magnífico se a pesquisa não for bem fundamentada. Os dois tem que estar bem balanceados.”, diz Bordim.

No entanto, se engana quem acha que o caminho para proporcionar experiências memoráveis é fácil. Segundo um estudo de pesquisadores da Califórnia, uma pessoa hoje recebe cinco vezes mais informação do que há 30 anos. Pensando nisso, Luiz acredita que quanto mais informação (relevante e irrelevante) os usuários recebem, mais avessos eles se tornam ao que não facilita suas vidas. 

Ouça o áudio e entenda como os dados são transformados em informação durante o dia a dia das pessoas

Para o professor Leo Amato, o fácil e simples são os carros-chefe de boas criações. Responsável pela disciplina “Projeto Gráfico e Infográfico”, onde os alunos são responsáveis por pensar em formas de passar informação através de peças gráficas, ele fala para os alunos que esse processo envolve técnica, tentativa e erro, mas principalmente adaptação. 

“Eu sempre digo para eles: antes de qualquer projeto, pega um papel e uma caneta e coloca tudo o que você tá imaginando ali. Pensa, desenha, rabisca e depois passa para o computador porque o papel te dá mais liberdade”.

Luiz Bordim segue na mesma linha de pensamento. “Não existe uma fórmula exata para elaboração de produtos gráficos ou digitais. Você primeiro cria o simples e depois vai aperfeiçoando, mas sempre lembrando que a informação e a experiência do usuário são os principais objetivos”, finaliza. 

Pedro José Alves – 7° Período

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