Cozinha que transforma

O papel da gastronomia social no combate a fome

O movimento pela gastronomia social vem crescendo a cada dia no Brasil. Utilizando técnicas de aproveitamento integral dos alimentos, esse novo conceito engloba o desafio de combater a fome e a pobreza, a falta de oportunidade para as pessoas com vulnerabilidade social e a desigualdade. Tendo como objetivo diminuir o desperdício de alimentos no planeta e promover a utilização total dos nutrientes.

Após se formar em gastronomia, a Chef de cozinha Maristella Sodre conta que se especializou em gastronomia social ao conhecer a ONG Gastromotiva e diz que se apaixonou pela forma que o alimento era tratado e como eles utilizavam a alimentação como algo transformador na vida de um ser humano. “Hoje, eu respiro gastronomia social. E passo para as pessoas, de todas as idades, a importância do não desperdício de alimentos. É uma causa que irei defender para sempre em minha vida, como professora, como empresária, como cidadã”.

A nutricionista e professora da UVA, Cinara Oliveira destaca que a nutrição aliada a gastronomia social promove a interação e o trabalho em equipe, uni nutricionistas, docentes e chefs de cozinha para um maior benefício da sociedade. “A cozinha é um lugar que proporciona troca de saberes, conhecimentos e novas oportunidades de trabalho”, comenta.

Ouça o áudio com o depoimento da professora Cinara e a relação dela com a gastronomia social:

Desperdício de alimentos

De acordo com a FAO (agência das Nações Unidas preocupada em erradicar a fome), ⅓ dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados, o que daria para alimentar toda a população faminta do planeta. A gastronomia social surge como uma forma de conscientização da importância do não desperdício de alimentos.

A Chef de cozinha ressalta que as pessoas precisam ter empatia com o próximo e que é fundamental parar para pensar no futuro. “Será que em 2030 com mais de 10 bilhões de pessoas no planeta, teremos comida saudável e sustentável para alimentar toda essa população? Será que em apenas menos de 10 anos conseguiremos mudar nossos hábitos e conservar o nosso mundo para as gerações futuras?”, questiona Maristella.

Graziela Andrade – 7º Período | Jornalismo

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