Agência UVA Barra assistiu: “Rainhas do Crime”

Foto – Divulgação

Dirigido e roteirizado por Andrea Berloff, Rainhas do Crime é uma adaptação dos quadrinhos intitulados The Kitchen, de 2015, da Vertigo, o selo da editora DC Comics focado ao público adulto. 

O filme acompanha a vida de três esposas dos chefes da gangue irlandesa de Hell”s Kitchen, em Nova York, durante a década de 70. Kathy (Melissa McCarthy), Ruby O’Caroll (Tiffany Haddish) e Claire Walsh (Elisabeth Moss) decidem assumir os negócios de seus maridos quando esses são presos por agentes do FBI e condenados a 3 anos de prisão. Kathy quer preservar a família e conseguir cuidar de seus dois filhos. Ruby é uma mulher decidida que almeja o poder que seu marido tinha. Já a Claire, que sofria abusos físicos de seu esposo Kevin (James Bagde Dale), luta para superar a dor e restaurar quem ela era. 

O drama policial mostra que as mulheres são capazes de fazer qualquer coisa, até mesmo liderar uma gangue. Diferente de alguns filmes feministas que apelam para mulheres que do nada sabem lutar e atirar, o longa não busca conquistar o público feminino com momentos de “lacração”, mas sim retratar melhor a realidade das mulheres. 

Ao adquirirem o comando de Hell’s Kitchen, Kathy, Ruby e Claire provam do veneno e sofrem as consequências de serem as chefes da gangue irlandesa, principalmente por serem mulheres. Portanto, o filme faz fortes críticas à sociedade machista. Esse fato é representado quando seus maridos são soltos depois de 16 meses na prisão e acham um absurdo as esposas terem roubado seus postos. 

Com uma mistura de feminismo, gangues e máfias dos anos 70, Rainhas do Crime tem um potencial mediano para conquistar o público em geral, não só o feminino. Porém, o roteiro tem falhas, principalmente no final, pois dá impressão de que Andrea Berloff não soube como terminar a história, além de uma tentativa de reviravolta fraca e que não faria tanta diferença caso não existisse. A trilha sonora de Bryce Dessner combinou na maioria das cenas, porém, algumas músicas, como Carry On Wayward Son, não combinaram com a situação. 

A atuação de Melissa McCarthy como uma mulher calma e pacífica chega a ser surpreendente para os que estão acostumados com a atriz em filmes de comédia. Melissa mostra que sabe interpretar bem papéis mais sérios e dramáticos. Tiffany Haddish, que também é comediante, tem o mesmo desempenho de McCarthy. A personagem de Elizabeth Moss tem pequenas referências com a de June, da série The Handmaid’s Tale, mas isso não inibiu seu ótimo trabalho no longa, mesmo desejando-se melhores cenas com a atriz. 

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Ana Carolina Fernandes – 4 º Período | Jornalismo 

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