Curso de Nutrição promove a primeira Feira Agroecológica

Estudantes tiveram a oportunidade de experimentar variedades de alimentos livres de agrotóxicos e produtos artesanais que foram comercializados no pátio do Bloco A

O projeto de extensão Núcleo de Alunos em Saúde Coletiva realizou a primeira feira agroecológica, na última quarta-feira (29), para alunos e funcionários da Universidade Veiga de Almeida, campus Barra. Com diversas opções de alimentos veganos e artesanatos feitos a mão, o evento mostrou a importância de saber a origem dos alimentos e como eles são tratados. Além de ensinar uma forma de cuidar melhor do corpo através da alimentação.

Alunos conhecem uma forma melhor de se alimentar com receitas veganas – Foto: kaliane Trindade

As principais diferenças das feiras orgânicas – como são conhecidas popularmente – e as convencionais, são os produtos comercializados sem agrotóxicos ou insumos químicos. As famílias agricultoras responsáveis pelo plantio e colheita dos alimentos também se encarregam de vender em suas próprias quitandas. A coordenadora do Núcleo e professora de Nutrição Cinara Oliveira destaca a dedicação dessas pessoas que “levam comida de verdade do campo para a cidade e criam ações concretas que colaborem com essa iniciativa”, comenta.

Com os ensinamentos passados por sua mestra de capoeira e a necessidade de ganhar uma renda extra, Juliana da Silva, mais conhecida como Sereia Preta, criou a marca ÑKûmba que procura resgatar a beleza natural da mulher. “É isso que queremos passar nos nossos adereços, coisas que tenha bastante representação da natureza e alguns conhecimentos sobre autocuidado para a mulher se guiar pela lua, se tratar com ervas e utilizar cristais”, diz. Ela usa técnica de miçangas para elaborar pingentes que representam Orixás.

Sereia Preta com o seu trabalho artesanal feito a mão – Foto: Kaliane Trindade

Ao contrário dos grandes mercados, os alimentos vendidos na feira agroecológica são variados e tem um preço justo. Para uma das vendedoras, Hetinett Gonçalves, as pessoas precisam conhecer a logística e o processo do preparo dos ingredientes, para isso cobram um valor acessível e criam fidelidade com os clientes através do conhecimento dos benefícios. “Aqui são os próprios produtores que trabalham na terra e vendem seus produtos. Não tem preços muito altos iguais aos do mercado por conta da falta de demanda”, relata.

Bolos veganos e pães sem glúten feitos por pessoas da colônia. Foto: Kaliane Trindade

A parceria da feira com a Universidade e o projeto NASC tem o objetivo de promover saúde no ambiente acadêmico. Hetinett conta que é muito legal trazer esse tema para a faculdade e destaca a importância de mostrar os benefícios da alimentação saudável. “É a sua existência. Se você não se alimentar bem, nada vai funcionar. É tratar o corpo como um ecossistema. O alimento que vai nutrir, te dar força e vigor para viver”, diz contente com a repercussão positiva do evento no campus.

Kaliane Trindade – 5º período | Jornalismo

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