A arte em combate ao preconceito

Autor estreante costura crítica social com romance

Exemplares de “Liberdade Pra Quem?” – 1º livro de Cristiano Dex – Foto: Cintia Mota

O que é liberdade e quem pode ser livre? Essas são algumas das perguntas exploradas em “Liberdade Pra Quem?”, livro lançado no último domingo (16), por Cristiano Dex. O evento foi realizado no bairro de Santa Teresa, na zona central do Rio, e contou com sessão de autógrafos. A obra é um romance LGBTQI+ que aborda questões como racismo e homofobia.

As inspirações para a história surgiram da vida do próprio autor. Cristiano, que é morador do município de Duque de Caxias, na baixada fluminense, conta que já viveu algumas das situações narradas no livro. E devido as experiências decidiu usar a literatura como uma forma de expressão. “Eu encontrei na escrita um lugar para gritar para o mundo o que eu quero dizer”, afirma.

E chegar até este grito não foi fácil. O livro foi publicado de maneira independente. “A maior dificuldade é a financeira e eu não estava trabalhando”, afirma Cristiano. Um dos leitores, Renato Brito, fala como é importante dar apoio. “A maioria dos escritores independentes não têm dinheiro, é bacana ajudar”, destaca. Além dos obstáculos do próprio autor, existem os desafios enfrentados pelos personagens.

Cristiano Dex durante sessão de autógrafos – Foto: Cintia Mota 

A fotógrafa e universitária Cíntia Mota é uma das pessoas que se reconhece nos problemas vividos por Bruno e Nicolas, os protagonistas do romance. “Qualquer pessoa LGBTQI+ se identifica. Todo mundo passa por preconceito”, analisa. Ela, que é uma mulher lésbica, conta que já viveu situações de discriminação e já viu acontecer com pessoas próximas.

Para futuro, Cristiano procura não descartar caminhos para seguir, como dar continuidade para a história ou não. Em relação ao material já lançado, o escritor pensa em expandir a divulgação para outras cidades do país. “É uma obra quem tem muito a dizer, mas já tem uma outra ideia na minha cabeça”, diz. E sobre a experiência geral, conclui que foi “complicada e árdua, mas revigorante”.

Junior Almeida – 3º período

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