Viver é sinônimo de resistência

Gisberta se apresenta no Rio de Janeiro e traz reflexão e diálogo ao palco do Teatro das Artes

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Ator e músicos fazem agradecimento ao terminar o espetáculo – Foto: Amanda Almeida

Ao nascer, culturalmente, uma criança é identificada pelo gênero homem ou mulher e não tem nenhum direito de escolha. A sociedade reproduz esse discurso e espera que o padrão seja seguido durante toda a vida. Mas a arte vem para levantar discussões. A peça “Gisberta” trata da transfobia e apresenta a história da personagem de mesmo nome, uma mulher transexual brasileira assassinada de forma brutal em Porto, Portugal, no ano de 2006, por onde morou grande parte da vida. O espetáculo já esteve em cartaz no Rio de Janeiro em 2017 e volta à cidade para mais três apresentações nos dias 12, 13 e 14 de outubro, na Cidade das Artes, Barra da Tijuca.

Os dados são alarmantes. Pesquisa de 2017 mostra que a cada 20 horas um LGBT morre de forma violenta por conta do preconceito no Brasil, o país que mais mata transexuais no mundo, de acordo com os dados do Grupo Gay da Bahia. Luis Lobianco, que dá vida a Gisberta, acredita que o teatro serve como um mecanismo para gerar a reflexão e o senso crítico nas pessoas. “Através dessa história estamos falando sobre temas polêmicos. O teatro é sempre uma fonte para o sensível e também pode ser para informação para a transformação da sociedade”, conta o ator.

A peça faz uso do humor, política, história, música e poesia nos 90 minutos de apresentação. “As pessoas riem, cantam e muitas pessoas choram, se emocionam. Principalmente quando a gente tem o público LGBT que já passou por uma situação parecida ou tem algum amigo que passou”, relata Claudia Marques, diretora de produção, que acompanha o projeto desde o início. Ela acredita que a história não deva ser contata apenas com os momentos tristes, pois Gisberta foi uma mulher divertida, feliz e amada por muitos.

O respeito às diversidades é o tema que predomina. A publicitária Marcela Briiones esteve na estreia e disse estar surpresa com a energia que sentiu, e reforça que o respeito deva existir independentemente da decisão que o outro tem sobre a própria vida. “Não é porque você não concorda, não aceita, que você tem o direito de machucar a outra pessoa, em todos os sentidos. Amor e respeito, mais que tudo”, afirma. Depois do Rio de Janeiro, as cidades Lisboa e Porto, em Portugal, vão receber no final do ano o monólogo Gisberta.

Amanda Almeida – 4º período

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