A obra de Maurício de Sousa segue atravessando gerações e despertando memórias afetivas que fazem parte da cultura brasileira.Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB Rio), a exposição dedicada ao criador da Turma da Mônica convida o público a uma jornada imersiva pelo universo dos quadrinhos nacionais, reunindo crianças, jovens e adultos em uma experiência sensorial e emocional. Inaugurada no dia 17 de dezembro, a mostra permanece aberta até 13 de abril, com entrada gratuita, e propõe um mergulho nos cenários e personagens que marcaram a infância de milhões de brasileiros.
Dividida em 25 ambientes, a exposição recria espaços emblemáticos das narrativas de Maurício de Sousa. Entre eles está o clássico Bairro do Limoeiro, com as casas de Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão, além do universo rural de Chico Bento e Vó Dita, o irreverente cemitério da Turma do Penadinho, a nave do Astronauta e a excêntrica casa do Louco. Cada espaço estimula a interação e o reconhecimento, aproximando o público das histórias de forma lúdica e envolvente. Além das instalações cenográficas, a mostra reúne cerca de 210 itens exclusivos do acervo pessoal de Maurício de Sousa, como esboços, materiais de trabalho e objetos que ajudam a compreender o processo criativo do artista.
Mais do que uma retrospectiva, a exposição celebra o impacto cultural da obra de Maurício de Sousa e sua capacidade de dialogar com diferentes épocas e públicos. Ao transformar quadrinhos em experiência imersiva, a mostra reafirma o poder das histórias em quadrinhos como linguagem artística e afetiva, capaz de unir gerações em torno de lembranças, emoções e identidade cultural.
Lorena foi pela segunda vez à exposição, e achou tudo incrível novamente, dessa vez trouxe seus sobrinhos para conhecer a história de Maurício. Para ela é muito importante estar em contato com a cultura brasileira e poder se conectar com a infância novamente. “Está sendo uma experiência incrível. Reviver o que eu passei lá pela infância, pelo gibi, onde eu aprendi a ler, onde me conectei com os personagens, principalmente com a Magali que é a minha favorita, é viver um pouco da infância no presente”, citou Lorena.
Para Maria Júlia Marques, a exposição é imperdível, ela sempre acompanhou os gibis, desenhos, novelas e filmes, e não podia perder a oportunidade de ver de perto a história do seu desenho favorito.“Eu achei que foi uma exposição incrível, vale muito a pena, conta a história dele todinha, mostra a evolução de cada personagem e eu super recomendo. Eu assisto a turma da Mônica desde pequena, e quando eu cresci também acompanhei as revistas da Turma da Mônica jovem, e isso me fez criar um laço enorme e profundo com os personagens. E gosto muito de acompanhar e por isso não podia deixar de visitar”, relatou Maria Júlia Marques.
“Eu tô me sentindo muito realizada aqui nessa exposição, porque me senti um pouco mais próxima do Maurício, pude conhecer a história dele e isso foi muito especial, porque ele fez parte da minha infância, e acredito que da infância de muita gente, então, estar próxima dele e de sua trajetória me faz lembrar de momentos incríveis da minha vida”, disse Nayara. Ela levou sua sobrinha para sair um pouco de frente das telas e descobrir um mundo totalmente diferente. “Hoje eu tive a oportunidade de trazer a minha sobrinha aqui, para ela se distrair um pouco e poder sair do mundo virtual, e ela amou. Foi super interativo, gostamos muito, viria de novo”, comenta Nayara.
Alana Catellani, conheceu as obras de Maurício de Sousa através de seu pai quando era criança, e por isso é tão especial para ela estar no Viva Maurício, e poder relembrar de sua infância e de seu pai. “Eu gostei da exposição porque é algo que eu conheci através do meu pai, que tem 70 anos, e hoje, trazer minha filha de 2 anos aqui é recordar a minha infância e aproximar a minha pequena da cultura brasileira. Eu também gostei muito porque é um mundo interativo, que te insere totalmente no mundo do desenho, faz as pessoas relembrar do passado, presente e futuro ao mesmo tempo”, citou Alana.
Mais do que uma retrospectiva, a exposição reafirma o impacto cultural da obra de Maurício de Sousa e o poder das histórias em quadrinhos como ferramenta de formação, memória e identidade cultural, capazes de atravessar gerações e permanecer atuais.
Duda Nicolich – 3° Período


























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