O curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida (UVA) realizou, nesta terça-feira (11), a 5ª Premiação de Jornalismo. O evento também fez homenagem aos 90 anos do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro. A programação reuniu profissionais renomados e destacou a importância da formação acadêmica e da conexão com o mercado. 

“O principal objetivo desta semana é estreitar a relação entre a academia e o mercado de trabalho. Por isso convidamos profissionais atuantes, por isso realizamos eventos e premiações. Queremos que os alunos entendam a importância do diploma, a importância do Sindicato e a responsabilidade social do jornalista.”, citou o Coordenador de Jornalismo, Altayr Derossi, do Campus Tijuca. O professor destacou como é necessário ter eventos que aproximem os alunos do mercado de trabalho, principalmente com profissionais tão qualificados quanto os convidados da 5º Premiação de Jornalismo na UVA, sendo eles Martha Esteves, Fábio Tubino, Eraldo Leite e Rafael Marques, que demonstraram como uma carreira bem consolidada pode levar ao sucesso no Jornalismo. 

Além disso, para ele, ter um espaço que equilibre a teoria com a prática é sinônimo de sucesso, uma vez que os alunos conseguem aprender e visualizar na prática como a profissão é de verdade.“O papel do jornalista é informar com clareza, objetividade e ética. Aqui na UVA nós acreditamos no equilíbrio entre teoria e prática, um não vive sem o outro. É assim que garantimos a qualidade do nosso curso e é por isso que temos nota 5 no Enade.”

A mesa contou com a presença de Martha Esteves, jornalista e diretora da ACERJ, e Fábio Tubino, jornalista, historiador, Diretor da ACERJ, além de Eraldo Leite, radialista da Super Rádio Tupi, e Rafael Marques, jornalista da ESPN. Os convidados compartilharam experiências pessoais e destacaram como a paixão pelo jornalismo guiou suas carreiras ao longo dos anos. 

Para Fábio Tubino, diretor da ACERJ e jornalista, o ponto central do encontro foi mostrar que o jornalismo é movido por sonhos, realizações e esforço contínuo. “A Marta desbravou espaços em que quase nenhuma mulher conquistou, o Heraldo fez 11 Copas do Mundo, o Rafael é multimídia e eu me especializei em Olimpíadas, através do nosso esforço contínuo. O sonho é o que nos move, é o que faz a gente estar dia e noite se esforçando para entregar o melhor para o público e para nós mesmos, porque a sociedade cobra constantemente da nossa postura, das nossas falas e do que somos”, disse o diretor da ACERJ. 

O historiador reforçou ainda a importância dos estudos e de como o conhecimento pode aumentar a qualidade dos produtos jornalísticos. “Depois da graduação, vocês precisam continuar estudando, não dá para esperar que o conhecimento venha até você, porque o mundo está em constante mudança e evolução, se não estudar, vai ficar para trás. Estudem, e leiam! Ler é muito essencial para ampliar repertório, conhecimento e vivências”, citou Fábio Tubino. 

A primeira mulher a assumir a presidência da ACERJ, em 105 anos, destacou, durante palestra para estudantes, os desafios de conquistar espaço no jornalismo esportivo. Para ela, a trajetória é marcada por resistência e esforço contínuo. “Ser mulher é cansativo, você precisa se promover 10 vezes mais que os homens. Eu estou exausta de ser mulher, principalmente com esse mundo machista do jornalismo esportivo”, afirmou, ressaltando que a desigualdade ainda atravessa o meio esportivo. Ela também falou um pouco da sua decisão de aceitar o cargo de diretora da ACERJ, que veio após um alerta de um colega, sobre os antigos diretores só serem homens, esse comentário a motivou a ocupar o posto e abrir caminho para outras profissionais. “Alguém tem que abrir essa porta, na verdade arrombar essa porta, precisamos mostrar cada vez mais que temos o poder e os mesmos direitos dos homens. Somos tão boas quanto eles e ninguém pode nos impedir de fazer isso”, completou Martha. 

ENTREVISTA COMPLETA DE MARTHA

Rafael Marques, jornalista, destacou a relevância de discutir a profissão dentro da universidade, principalmente com o estímulo do Prêmio de jornalismo. “Estar aqui é muito bom e importante porque aproxima os estudantes da realidade, de profissionais e do mercado de trabalho, e mostra a responsabilidade de atuar no mercado, visto que relembramos durante a palestra a nossa trajetória profissional e também pessoal, porque elas muitas vezes se interligam. E principalmente, é importante falar sobre o jornalismo esportivo, porque às vezes mistura com entretenimento e confunde muitos jovens. Por isso debates como esse são tão relevantes.”, afirmou Rafael. 

Eraldo Leite, por sua vez, relembrou sua época como estudante e ressaltou o valor da troca entre gerações. “Eu sentei na cadeira onde vocês sentam hoje, aprendi, pratiquei e amadureci muito para chegar onde cheguei hoje. Não foi e não é fácil, é muito difícil, principalmente no início que precisamos nos provar constantemente sobre o nosso valor. O que mais me ajudou na minha trajetória foi ouvir e acompanhar jornalistas experientes, para entender melhor como funcionava a dinâmica no cotidiano. Aprendi com o tempo que essa profissão exige entrega, porque ela não vai te deixar rico, ela vai te fazer chegar a lugares incríveis, e inimagináveis”, comentou o jornalista. 

O evento também emocionou alunos que se identificaram com as histórias apresentadas. Ronaldo da Silva, estudante de Jornalismo do 3º período, contou que cresceu ouvindo Eraldo Leite no rádio.
“Isso mexeu comigo, ver eles aqui, pessoas que eu sempre acompanhei e admirei na rádio é inacreditável”, relembrou o aluno.  Aos 50 anos, ele afirma enfrentar desafios ao estudar com colegas mais jovens, mas não abre mão do sonho, e que ouvir a história dos jornalistas inspirou ele a sonhar mais alto. “Quero ser jornalista raiz, jornalista que se dedica a profissão e que faz a diferença, sempre me inspirei no Eraldo e no Fábio, e hoje, ouvindo eles eu só tenho a certeza que quero seguir a ética que aprendi desde criança, tanto com eles como com a vida. Não quero ser influenciador, eu quero ser jornalista”, ressaltou Ronaldo. 

Pela tarde, os alunos participaram de um Workshop de Produção para TV promovido pela Agência de Jornalismo e Publicidade. A atividade teve como objetivo ensinar, na prática, como estruturar e executar um produto audiovisual, aproximando ainda mais os estudantes dos processos técnicos e criativos da televisão.

Durante a noite, o auditório recebeu a cerimônia oficial do 5º Prêmio de Jornalismo da UVA, com a presença de coordenadores e professores. A premiação funciona como um incentivo e uma forma de reconhecimento aos alunos, valorizando as produções acadêmicas e estimulando as produções jornalísticas. O Campus Barra se destacou na premiação e levou para casa dez troféus no total, sendo cinco prêmios de Jornalismo, nas categorias: Fotojornalismo (foto única), Radiojornalismo, Podcast e Projeto Gráfico Visual. Além disso, conquistou também cinco prêmios em Publicidade: Produção para Mídia Sonora, Peças Gráficas para meios offline, Conteúdo Digital e Comercial. 

O evento reforçou o compromisso da UVA em oferecer experiências que aproximem o aluno da prática, da ética e dos desafios reais da profissão. A troca entre estudantes e profissionais mostrou que o jornalismo continua sendo construído por vocação, estudo e sonhos. 

Duda Nicolich – 2º Período 

Deixe um comentário

Tendência