Em um momento em que as mudanças climáticas e a preservação dos recursos naturais se tornaram temas urgentes, o Rio Ocean Week surgiu como um espaço de reflexão, aprendizado e inovação sobre o futuro dos mares. Reunindo estudantes, pesquisadores e iniciativas socioambientais, o evento, realizado pela primeira vez no Rio de Janeiro, no Museu do Amanhã, buscou despertar a consciência ambiental por meio de experiências práticas e troca de conhecimento entre diferentes gerações.
Mais do que uma conferência científica, o encontro mostrou como a educação é uma poderosa ferramenta de transformação social, ao aproximar jovens da pesquisa, da ciência e da sustentabilidade. Com debates, exposições e projetos educativos, o Rio Ocean Week reforçou a importância de envolver a sociedade, especialmente os estudantes, no cuidado com os oceanos e na construção de um futuro mais sustentável.
Para Manuela Barbosa, oceanógrafa do Laboratório de Oceanografia Química da UERJ (Laboquim), levar escolas para o evento é uma forma de romper barreiras entre a academia e o público, é uma forma de aproximar e trazer o conhecimento para esse público. “A maior importância de trazer escolas para esse ambiente é conseguir transferir o conhecimento que ainda está dentro das universidades para a sociedade. É um desafio mudar a linguagem e inovar na maneira de repassar o conhecimento, mas é essencial aproximar a sociedade do oceano e gerar experiências reais de conscientização”, destacou Manuela.
A Escola SAP foi uma das instituições de ensino a participar do evento com os alunos do Ensino Médio, que apresentaram um projeto sobre o descarte inadequado de óleo e seus impactos nos ecossistemas marinhos.“Estar aqui desperta o interesse pela pesquisa e pelo saber científico. Os alunos entram em contato com pesquisadores e se tornam jovens mais críticos e conscientes. Eles pensaram em soluções reais para o problema ambiental que estudaram, e isso é transformador”, explicou Manuela Colamarco, coordenadora pedagógica da escola.
Um dos estudantes da escola SAP, Bernardo Habib, foi um dos participantes do projeto e contou como nasceu o projeto científico, a partir das aulas de geografia, química e biologia, ampliando sua visão sobre o meio ambiente. “A gente aprendeu sobre a geopolítica do petróleo e o quanto o descarte no mar é perigoso, isso me despertou um interesse muito grande e me fez querer saber como evitar isso para ter uma forma de reduzir a poluição do mar. Essa é a minha primeira vez no evento e tá sendo muito legal estar em uma conferência tão grande, e poder ver o impacto do nosso trabalho, assim como, conhecer especialistas na área e outros projetos, isso só me faz querer seguir cada vez mais essa área”, relatou Bernardo.
Além das iniciativas ambientais, o Rio Ocean Week também apresentou projetos que unem sustentabilidade e responsabilidade social. A Bunker One Brasil levou o Upcycling Bank to One, que transforma uniformes industriais descartados em bolsas e estojos confeccionados por mulheres em situação de vulnerabilidade para presentear os estudantes que foram para conhecer o evento. “Assim, reduzimos resíduos, geramos renda e promovemos conscientização ambiental. É um ciclo sustentável que une impacto social e ambiental”, explicou Gloria Souza, líder de projetos ESG da empresa.
A presença de escolas e universidades no Rio Ocean Week mostrou que eventos científicos e ambientais são espaços essenciais de aprendizado e inspiração. Ao vivenciar de perto as práticas de preservação e inovação, os estudantes se tornam agentes de mudança.
Mais do que um evento, o Rio Ocean Week é um chamado para repensar nossa relação com o mar, e para formar uma geração que entenda que o futuro do planeta depende do cuidado com os oceanos.
Duda Nicolich – 2º Período




















Deixe um comentário