Na tarde desta terça-feira, 23 de setembro, a Universidade Veiga de Almeida recebeu Fábio Peixoto para a oficina Jornalista de TV, do Improviso ao Jornalismo, promovida durante a Semana da Comunicação (SECOM).

O palestrante iniciou sua carreira antes mesmo de entrar para a faculdade, quando decidiu entregar seu currículo pessoalmente em todas as emissoras de TV do Rio de Janeiro. Essa iniciativa lhe garantiu bagagem profissional e fez com que se apaixonasse pela profissão. Durante a oficina, o jornalista levou o público a refletir sobre a forma correta de se comportar diante das câmeras e também fora delas.
Fábio Peixoto ressaltou que o principal ponto para ser um bom jornalista é saber se distanciar emocionalmente da notícia que está sendo tratada.“O principal ponto é tentar não se envolver muito com a notícia que você está tratando naquela hora. Eu, por exemplo, já fiz casos muito tristes de tragédia, seja uma tragédia muito grande com várias vítimas, ou até mesmo uma vítima que seja uma criança, ou uma mulher, ou algum crime bárbaro. Você está ali justamente para contar sobre aquilo. Por mais que seja doloroso, é necessário colocar a profissão em primeiro lugar, sem ser de forma fria, até porque nós somos humanos. É importante passar um pouco dessa emoção do que está acontecendo, mas é necessário colocar a informação em primeiro lugar”, citou Fábio.
Veja um trecho da entrevista:
O palestrante também relatou que o seu principal desafio, no início, foi ser muito novo e sofrer julgamentos por isso.“Acho que o meu maior desafio foi ser muito novo no meio de trabalho. Todo mundo olhava pra mim, eu não tinha nem barba, pesava 50 quilos e me chamavam de criança. Até o momento em que entendi que era necessário mostrar o meu valor. Assim, as pessoas teriam outra visão de mim e do meu trabalho. Aos poucos, quando mostrei a minha qualidade e que eu era capaz, as pessoas passaram a ter confiança no meu trabalho”, disse o jornalista
Para o aluno do 1º período de Jornalismo, Eduardo Costa, a oficina foi essencial para melhorar o desempenho no ambiente profissional e trazer uma nova perspectiva sobre a área.“O que eu pude aprender nesta aula foi como melhorar no sentido profissional, crescer na carreira e me comunicar melhor. O treinamento que ele fez ajudou bastante. Ele ensinou passo a passo como fazer uma notícia ao vivo, e achei isso muito legal, inovador e novo pra mim”, contou o estudante.
Já Júlia Cotrim, do 6º período de Jornalismo, destacou a importância de oficinas práticas para consolidar o aprendizado em sala de aula.“Eu acho que ele acrescentou muito na questão do ao vivo, sobre como controlar o nervosismo, saber o que vai falar e o que estudar. Precisamos ter noção da cidade do Rio de Janeiro, de locais e de acidentes, coisas básicas, antes mesmo de entrar ao vivo.”
Além disso, Júlia também reforçou a relevância das dicas sobre preparação profissional.“Eu gostei dos insights também sobre a questão de ir atrás de um bom currículo e de estágio. Ele deu muitas dicas do que fazer, como chegar e como se portar em uma entrevista de emprego. Foi bem produtivo mesmo. Eu gostei bastante.”
Ao longo da oficina, o palestrante também alertou os alunos sobre a importância de se aprofundar na área escolhida, destacando aspectos como o tom de voz e o vocabulário adequados a cada tipo de jornalismo.“Eu tive que me reinventar, saindo do esporte e indo para o jornalismo geral. Precisei aprender uma nova forma de falar e até fazer fono, porque no esporte é um tom diferente. Eu não posso falar nesse mesmo tom em uma notícia de morte. Preciso trazer uma voz um pouco mais grave. É muito importante se atentar a isso para se adaptar a cada forma de jornalismo e conseguir se destacar”, explicou Fábio.
O workshop ofereceu ainda uma experiência prática e enriquecedora para os alunos, que tiveram a oportunidade de aplicar os conhecimentos técnicos. A oficina ensinou os estudantes a organizar o pensamento para futuras reportagens ao vivo e demonstrou, na prática, através de dinâmicas, como lidar com situações de improviso.
Duda Nicolich – 2º Período












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