A Semana Acadêmica de Medicina Veterinária (SEMEV) aconteceu nos dias 8 a 12 de setembro, contando ao todo com 11 palestras, realizadas nos turnos da manhã e da noite, além de 5 minicursos na clínica veterinária. Temas como animais silvestres, clínica de pequenos e grandes animais, clínica cirúrgica, comportamento animal, nutrição, ultrassonografia, anestesia e cirurgias em diferentes portes foram debatidos por acadêmicos e profissionais da área, diante de alunos que marcaram presença nos cinco dias do evento.

A diversidade de atividades foi um dos pontos altos da SEMEV, permitindo que participantes, tanto alunos quanto professores, explorem diferentes áreas da medicina veterinária e adquirirem novas habilidades e conhecimentos. Além disso, a troca de experiências com profissionais renomados e colegas de profissão representou uma oportunidade para ampliar a rede de contatos e se manter atualizado sobre as tendências do setor.

Para Ana Carolina Rodrigues, adestradora e estudante de medicina veterinária, é muito importante ter projetos de imersão como esse, já que possibilitam networking, contato com novos projetos e atualização sobre os principais temas da área. Ela ressaltou ainda que é essencial que a SEMEV aborde assuntos atuais e relevantes para a formação acadêmica. “Esse evento deveria acontecer todo ano, porque enriquece demais o curso e os estudantes. E é legal porque traz temas atuais e muito relevantes para serem debatidos”, afirmou Ana Carolina.

A professora Ana Paula Lopes Marques, da UFRRJ, foi uma das palestrantes do segundo dia do evento. Ela destacou a importância de aprender com erros já cometidos na área de cirurgia e de montar estratégias para aprimorar os métodos aplicados. Segundo a professora, é essencial fortalecer as pesquisas e a capacitação individual. “Toda capacitação é bem-vinda, toda pesquisa é válida. O importante é avançar ao ponto de não precisar cometer os mesmos erros do passado. Por isso, é fundamental trazer esses assuntos para a faculdade e introduzir na mente dos alunos que a evolução é necessária”, citou Ana Paula.

Além das palestras e minicursos, foram realizadas duas campanhas de adoção no campus, nos dias 9 e 11 de setembro. A feira teve como objetivo incentivar alunos e funcionários a adotarem animais abandonados, machucados ou recém-nascidos, que necessitavam de um lar com amor e cuidado. A ONG da especialista Lúcia Xavier foi convidada a levar animais disponíveis para adoção.

Vice-presidente da Comissão de Defesa dos Animais, Lúcia destacou a importância de promover feiras de adoção em universidades, como forma de conscientizar sobre a responsabilidade da adoção. “Quando você adota um gato ou cachorro, você assume uma responsabilidade para os próximos dez, quinze anos da vida dele”, disse Lúcia. Ela reforçou ainda que é necessário promover a conscientização da população, especialmente dos jovens, sobre os direitos dos animais. “Precisamos ensinar a todos a importância de respeitar a vida dos animais. Eles também possuem o direito à família, à justiça e à dignidade”, concluiu.

O aluno de direito Arthur dos Santos, que adotou um cachorro durante a campanha, destacou o impacto dessas ações. “Feiras como essa fazem os alunos repensarem como está o mundo real, e como os animais, principalmente os sem raça definida, sofrem com abandono, reprodução desenfreada, maus-tratos e doenças. A importância desse evento é conscientizar adolescentes, jovens e adultos a olharem para os bichos e se importarem, porque eles também têm vida, eles também amam e eles também importam. É nossa obrigação cuidar e dar amor a eles”, afirmou Arthur.

No último dia da Semana de Medicina Veterinária, 12 de setembro, foi organizada uma campanha de vacinação, microchipagem e aplicação da anti-rábica no Campus Barra. A ação foi realizada em parceria com o programa “Animal Cidadão”, da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais da Prefeitura do Rio.

O responsável pela programação do dia foi o secretário municipal, Luiz Ramos Filho, que ressaltou a importância dessas iniciativas. Segundo ele, a vacinação antirrábica protege não apenas os animais, mas também os seres humanos contra doenças perigosas, enquanto a microchipagem auxilia no controle populacional, na criação de estatísticas e na prevenção do abandono, já que o animal fica registrado no CPF do tutor. “Esses congressos são essenciais para trazer o programa de vacinação às universidades, já que ajudam a divulgar os serviços públicos, muitos desconhecidos pela população, e contribuem para orientar e conscientizar a sociedade”, afirmou Luiz.

Duda Nicolich – 2º Período

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