Simplicidade, franqueza e propósito foram as palavras que abriram a palestra sobre design sustentável no Rio Innovation Week 2025, com a participação de Fernando Andreazi, sócio fundador e diretor criativo da Rebu, Fabiana Tchalian, cofundadora da Água na caixa , Giovanna Meneghel, cofundadora da Nude e Mayara Castro, ceo da Made by Women Agency. O debate trouxe temas sobre o design como ferramenta estratégica, embalagens sustentáveis, exigência de novas gerações e desafios de grandes corporações em práticas sustentáveis.

 O painel foi muito enriquecedor para as pequenas e grandes empresas, que têm o intuito de ser mais sustentável, pois reúne marcas as quais possuem os mesmos ideais. ” As marcas têm que possuir coerência e consistência, pois mesmo se surgir uma ideia nova, ela tem que se manter na proposta da marca.”, afirmou Fernando Andreazi. A frase pronunciada pelo palestrante evidência o ceticismo dos consumidores, visto que é essencial para o público que as instituições não façam apenas campanhas publicitárias mas sim práticas reais. 

Para Mayara Castro, empresária, a geração Z e os Millennials cobram mais autenticidade e transparência das corporações , rejeitando o greenwashing, o que dificulta cada vez mais o processo de criação de designs sustentáveis. ” Os Millennials e a geração Z estão sendo mais exigentes com o tema sustentabilidade, pois é uma pauta que está sendo muito debatida atualmente.” , Mayara relatou. Ela também destacou que a atual geração vai ser pioneira na transformação da sustentabilidade e essa postura impactará diretamente no mercado.” Esses jovens não são apenas consumidores, mas também serão gestores ou coordenadores de empresas no futuro. “, concluiu. 

As embalagens apareceram também como protagonistas no debate. ” Por ser visual, a embalagem é o primeiro contato do consumidor com você, pois é a primeira coisa que ele enxerga.” , citou Fabiana Tchalian. O design é a base das transformações sustentáveis pelo motivo de ser o ponto de partida no desenvolvimento de qualquer produto, quando aliado à honestidade e integridade, às embalagens conectam consumidores e empresas para trazer reflexões sobre o impacto e construir um futuro mais responsável. 

Além disso, as marcas têm que apostar na franqueza e honestidade e sua comunicação precisa ser simples e afetiva, valorizando a sua proximidade com o público. Em meio ao excesso de informação da atual geração isso pode ser considerado uma boa estratégia para uma empresa pois constrói uma conexão real com o cliente.” O design está na franqueza, honestidade da marca, simplicidade e efetividade da comunicação, especialmente em uma geração que recebe excesso de informação. ” afirmou Giovanna Meneghel.

O painel também ressaltou o desafio de grandes empresas em condutas sustentáveis por possuírem fabricações e distribuições globais e práticas antigas difíceis de mudar, portanto o processo se torna custoso e lento para elas. ” É muito difícil ver multinacionais, como por exemplo a coca-cola, que possuem estruturas complexas, mudando para práticas sustentáveis.”, citou Fernando Andreazi.

 As embalagens biodegradáveis, diferente de embalagens de plásticos utilizadas em multinacionais, representam uma solução ambiental.” A embalagem biodegradável ela é uma forma de matéria prima renovável.” afirmou Fabiana Tchalian, ou seja, ao mesmo tempo que  é extraído da natureza para fazer o produto, ele ao ser descartado retorna ao meio ambiente sem causar danos prolongados ou até mesmo se transformando novamente em matéria prima. 

Maria Luiza Alves – 2º período 

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