Casais de diferentes gerações e contextos culturais vivenciam e comemoram o 12 de junho no Brasil

O Dia dos Namorados não apenas simboliza o amor, o carinho e a afeição entre casais, mas também está associado a um grande movimento comercial. Em outras nações, existem dias específicos dedicados ao mesmo propósito. Contudo, as histórias, as gerações, os costumes e os ideais de cada casal são diversos, abrangendo relacionamentos longos ou recém-formados, independentemente da idade, orientação sexual ou religião é o principal motivo para a comemoração. Essa celebração é uma oportunidade para os casais expressarem seu amor e fortalecerem seus laços, ao mesmo tempo em que participam de uma tradição que, além de pessoal, tem um impacto significativo na economia.

A compreensão psicológica do amor e dos relacionamentos tem sofrido profundas transformações ao longo das décadas, refletindo e, ao mesmo tempo, impulsionando as mudanças na sociedade. Atualmente, a diversidade e a inclusão são aspectos essenciais nas histórias de amor, que desafiam normas tradicionais e promovem uma perspectiva mais abrangente e inclusiva das relações humanas. Para captar como diferentes gerações vivenciam e comemoram essas histórias de amor, é fundamental explorar os pequenos detalhes do campo da  psicologia que influenciam as experiências e expectativas de cada relacionamento amoroso. 

Para a psicóloga Caroline Buss, 23 anos, existem formas e maneiras para que o dia dos namorados se torne uma oportunidade para reforçar a comunicação e, principalmente, a intimidade do casal. “Diria que todos os dias podem ser uma oportunidade para reforçar a intimidade e comunicação, mas como o dia dos namorados é uma data comemorativa para tais, pode ser uma ótima oportunidade para relembrar os sujeitos como casais para além dos diversos afazeres diários que se sobressaem no cotidiano”, diz Caroline. 


Casais mais jovens, por exemplo, frequentemente são criados em contextos que exaltam a diversidade e a inclusão, influenciando diretamente suas formas de se relacionar. Para eles, o amor transcende a simples conexão emocional, incorporando também a aceitação e o respeito pelas diferenças. Tamirys Arruda, 23, e Maria Clara, 23, ilustram bem essa realidade. “Nós nos conhecemos por meio de um aplicativo de namoro e foi tudo até bem rápido. Nos conectamos logo de cara e quando vimos já estávamos falando ‘eu te amo’ uma pra outra com menos de um mês. Eu tive muito medo no começo de assumir a Maria por conta do meu pai, de sofrer alguma rejeição, mas pelo contrário, meu pai adorou ela, e com pessoas de fora nunca tivemos também nenhum problema ou comentário preconceituoso pelo menos não até agora”, relata Tamirys.

Vinicius Zakhm e Rossana  Correia são exemplos de um casal paratleta em uma sociedade que ainda está aprendendo a valorizar a diversidade. Eles representam uma geração de casais que lutam por reconhecimento e respeito, trazendo à tona discussões sobre acessibilidade, preconceito e inclusão. Para eles, o Dia dos Namorados é mais do que uma celebração de romance, é uma oportunidade de conscientizar sobre a importância de um mundo mais inclusivo. “Eu e a Rô nunca passamos por nenhum tipo de preconceito, pelo contrário, só recebemos apoio, até porque somos paratletas. E temos o apoio, uma parceria por entender a sensibilidade um do outro. Acredito que seja por isso que não passamos por esse tipo de situação, pois é um amor puro que hoje em dia faz muita falta”, explica Vinicius.

Por outro lado, casais de gerações anteriores enfrentaram um cenário bem distinto, marcado por maior conservadorismo e menos aceitação. Wilson Brandão, 85 e Paula Fernandes, 83, viveram os desafios de uma vida juntos. A busca por inclusão e diversidade no amor é um reflexo do desejo humano fundamental de conexão genuína e aceitação. A psicologia nos mostra que a inclusão não apenas fortalece os relacionamentos individuais, mas também enriquece a sociedade como um todo. “O que aprendi com a vida a dois é um dilema de altos e baixos. É amor e briga, mas os seres humanos é difícil de viver um com o outro, mas quando existe amor, é tudo mil maravilhas”, aconselha Paula.

À medida que celebramos as histórias de amor por meio das gerações, reconhecemos que cada uma possui suas próprias lutas e triunfos. No entanto, a mensagem é universal: o amor, em todas as suas formas, merece ser visto, celebrado e respeitado. Em uma sociedade cada vez mais consciente e inclusiva, essas histórias de amor diversificado nos lembram que cada pessoa, com suas particularidades e experiências, contribui para uma humanidade melhor.

Júlia Gabriela – 6º Período

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