Palestrante trouxe um pouco do mercado de trabalho para alunos e compartilha visão sobre futuro do audiovisual para empresas

A Aula Inaugural do curso de Publicidade e Propaganda contou com a presença de Marcelo Cortazio, publicitário e diretor criativo. A palestra, com tema “Narrativas de marcas: Histórias que conectam e convertem”, foi introduzida pelo professor Anderson Barreto, coordenador da Agência Onze, que reforçou presença do storytelling nos quatro anos de curso. 

Marcelo, que trabalha principalmente com branded content, começou a aula contando sobre a sua história de vida. Além da cidade onde nasceu, o publicitário contou sobre uma das principais paixões da infância, os filmes e quadrinhos. “O que eu consumia girava em torno de histórias”, explica. 

Para demonstrar a importância da narrativa, Marcelo utilizou o filme “Sideways – Entre Umas e Outras” e o declínio de vendas do vinho Merlot e o crescimento da comercialização do Pinot Noir após uma discussão entre os protagonistas do longa sobre dois tipos de bebida. O diretor acredita que o exemplo simboliza o impacto que o entretenimento e as narrativas causam na vida das pessoas. 

O benefício que empresas podem adquirir com o uso do storytelling também foi abordado na palestra, que foi uma primeira experiência para os alunos de primeiro período de Publicidade. Ana Júlia é caloura na Universidade e relata que a aula de Marcelo foi como uma abertura de leque para a carreira profissional e acadêmica. 

O palestrante também dividiu com os estudantes sobre o seu processo de trabalho, que atualmente é focado no audiovisual corporativo com entretenimento. Além de todas as etapas da criação publicitária, Marcelo compartilhou como é necessário entender as pessoas para obter sucesso no trabalho. A estudante relata que, além de gostar de edição e roteiro, um dos destaques da aula foi a relação com o público. “A questão da gente se conectar com o outro pra conseguir entender o que ele quer e trabalhar entendendo o que a pessoa quer”, diz Ana Julia. 

O futuro do mercado publicitário direcionou o fim da palestra. Marcelo acredita que mesmo com o avanço das Inteligências Artificiais, as marcas vão continuar procurando a criação de conteúdo verdadeiramente humano e ajudar a fomentar comunidades para inserir-se nesses espaços e conectar-se com as pessoas. 

Outro ponto discutido que já faz diferença para as empresas é a performance política. Para o publicitário, as marcas não precisam ser ativistas mas aliadas. Em entrevista para a Agência Uva Barra, Marcelo comenta sobre o que afeta no seu trabalho quando marcas apenas desejam passar a ideia de mudanças, e não a prática; confira no áudio abaixo

Em resposta a pergunta de aluna, Marcelo compartilhou o processo de entrada no mercado de trabalho. “Minha ideia era ser redator publicitário e no meio da Faculdade mudei para direção de arte e comecei a trabalhar com isso por muito tempo. Na época foi uma coisa muito difícil até entender o que eu queria fazer […] eu queria alguma coisa que tivesse marca e também audiovisual, que tivesse história sendo contada. E aí eu mudei o rumo da minha carreira”, finaliza. 

Mayara Rocha – 5º Período

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